Helga nasceu no Chile. Se naturalizou brasileira, defendeu a seleção do nosso país desde as categorias de base. No adulto foi medalhista de prata no Mundialito de 1982 e conquistou o ouro no Campeonato Sul-Americano de 1981. Depois de medalhas dentro de quadra, hoje, em 2021, aos 60 anos, Helga segue colecionando conquistas: é a única mulher no comando de um time na Superliga, principal campeonato do calendário do vôlei brasileiro.
Na noite de ontem (25. 11), o Curitiba Vôlei, equipe comandada por Helga, conseguiu sua primeira vitória na edição 21/22 da competição. Na primeira rodada, o time paranaense havia perdido para o Barueri Volleyball Clube, na segunda para o Pinheiros, depois para o Sesi Vôlei Bauru, Osasco São Cristóvão Saúde, Brasília Vôlei e Itambé/Minas – todos por 3 sets a 0.
Desta vez, em confronto válido pela sétima rodada, o Curitiba Vôlei levou a melhor sobre a Unilife-Maringá por 3 a 1, e deixou a treinadora satisfeita. Afinal, vencer a primeira partida pela principal competição do voleibol brasileiro foi uma emoção que Helga esperava viver há tempos.
“Eu sempre tive o sonho de trabalhar na Superliga. Fosse como assistente ou em qualquer outra função. Sempre quis. Então, quando surgiu essa oportunidade eu não podia deixar passar”, contou, lembrando sobre o convite feito pela gestora do clube, Gisele Miró.

O resultado positivo foi conquistado, segundo a técnica, pelo conjunto. Helga afirma que as atletas estão absolutamente unidas e com o foco sempre no mesmo objetivo, que é a evolução do time. Depois de um período curtíssimo de trabalho antes da estreia, aos poucos a treinadora vem conseguindo deixar o time como deseja.
“Estamos quase com o grupo completo e, assim, tenho muita chance de trocar e manter o padrão que estamos jogando. A vitória de ontem veio através da força do nosso grupo, mas ainda temos muito a melhorar. As meninas estão se esforçando muito para tentar aceitar as ideias, mas, como não tivemos uma pré-temporada, a parte física pega um pouco. É isso que vamos trabalhar até o final do ano para tentar fazer uma base física e ir melhor no segundo turno”, afirmou Helga.
A técnica do Curitiba Vôlei sabe das dificuldades que enfrenta no dia a dia neste momento, mas declara a alegria de ver o trabalho começando a dar resultado.
“O maior obstáculo é fazer com que as meninas consigam treinar e jogar. Acho que isso vai melhorar agora porque temos mais gente no treino. Já chegamos a treinar com sete atletas e era bem complicado. Agora tem mais gente, melhor qualidade e o maior obstáculo é a parte física e melhorar cada vez mais a parte técnica. Mas, por outro lado, tenho um prazer enorme de estar na beira da quadra e ver as coisas que eu penso de voleibol sendo executadas”.
Satisfeita com o time e com tudo que vem vivenciando nesta experiência como técnica do Curitiba Vôlei na Superliga, Helga Sasso é só alegria.
“O grupo vem me agradando. São meninas super esforçadas, que estão se empenhando ao máximo para cada vez treinar melhor e jogar melhor. Estou super contente com o grupo, com o que vem acontecendo aqui e tenho certeza que a Gisele e a Valewskinha estão trabalhando para que cada vez mais as coisas sejam mais fáceis e funcionem melhor”, concluiu Helga, citando a campeã olímpica Valeskinha, que é atleta e também atua na gestão do Curitiba Vôlei.