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Melhores jogadores do Pan Junior, Adriano e Diana confirmam apostas

Adriano, ponteiro, 19 anos, 2m01. Diana, central, 22 anos, 1m93. Dois jovens atletas que vêm confirmando talento nas quadras do Brasil e do mundo. Em comum, mais do que o fato de serem craques do vôlei. Adriano e Diana foram eleitos os melhores jogadores da primeira edição realizada dos Jogos Pan-Americanos Junior, disputados até o último domingo (05.12), em Cali, na Colômbia, e entraram para a história do campeonato.

A convocação e o prêmio eram, até então, inimagináveis para os dois. Mas, tudo se tornou realidade graças ao trabalho desenvolvido por eles e seus treinadores, seja no clube ou na seleção. Neste momento em que ambos já estão de volta aos seus clubes – Vôlei Renata e Barueri Volleyball Club – para os próximos compromissos pela Superliga, procuramos saber um pouco melhor o que pensa cada um.

Focado em chegar ao seu objetivo, que é ser campeão olímpico, e bastante maduro, o ponteiro só pensa em trabalhar para corresponder as expectativas. Aposta do experiente técnico Marcos Pacheco para essa temporada, Adriano vem se destacando também no dia a dia do clube.

Seguindo a mesma linha, a central usou o prêmio de MVP dos Jogos Pan-Americanos Junior como impulso para acreditar ainda mais no seu potencial. Jogadora do tricampeão olímpico e técnico da seleção adulta, José Roberto Guimarães, Diana vem traçando o caminho certo para alcançar suas metas.  

Adriano, MVP do Pan Junior, também foi melhor atacante e melhor sacador (Foto: Washington Alves/COB)

Confira agora o que pensam e falam esses jovens talentos do voleibol brasileiro.

– Muito novo ainda você já conseguiu o  que muitos atletas mais velhos ainda sonham, como jogar na seleção brasileira adulta. Como você soube da convocação para o Sul-Americano adulto e como se sentiu naquele momento?

ADRIANO – Eu soube da convocação por amigos que me mandaram mensagem contando. Na verdade, nem tinha visto que tinha saído a lista oficial com as convocações! Eu estava no CDV com a seleção sub-21 e momentos depois o técnico, Giovane Gávio, veio ao meu quarto e me parabenizou. Foi só alegria. Eu fiquei extremamente feliz e grato por saber que meu trabalho e meu esforço estavam e estão valendo a pena.

Adriano defende o Vôlei Renata na Superliga 21/22 (Foto: Pedro Teixeira/Vôlei Renata)

– Muito jovem você já conseguiu chegar a objetivos que atletas bem mais experientes ainda sonham. Você está consciente da dimensão do que é jogar por uma seleção brasileira?

DIANA – Com certeza. Já nas convocações das categorias de base sempre fiquei muito feliz e grata pela oportunidade. Sei que jogando pela seleção estou representando cada um dos brasileiros e tento fazer isso da melhor forma possível.

– Estar ali no meio de ídolos como Bruninho, Lucão, Lucarelli é realmente especial? Algum deles você tinha mais vontade de estar lado a lado?

ADRIANO – Sim, é muito especial! Desde que eu comecei a jogar, eles sempre foram referência para mim. E quando eu estive com eles, treinando, jogando, realmente foi muito incrível. Eu tinha muita vontade de estar ao lado do Lucarelli, por ser um atleta da mesma posição que eu jogo.

– No período de treinos, em Saquarema, você conviveu com alguns dos maiores ídolos do vôlei brasileiro. Como foi essa experiência?

DIANA – Eu convivi quando fui convidada para treinar com a seleção adulta, antes das meninas viajarem para jogar a Liga das Nações e Olimpíadas e foi uma experiência maravilhosa poder ver o quanto elas se dedicam e como se dedicam. Além delas, convivo com o Zé todos os dias nos treinos do Barueri e é muito bom aprender com ele.

– Agora, no novo clube, você está todos os dias ao lado do Lucão. Ele conversa, orienta, vocês têm essa troca? Tem sido legal a convivência?

ADRIANO – Sim, muito! Ele é minha dupla de aquecimento e companheiro de quarto nas viagens. Nós estamos sempre conversando sobre tudo. E sempre que eu tenho uma deixa, eu pergunto sobre os campeonatos que ele disputou, como Olimpíadas, mundiais e ele sempre me dá várias dicas no dia a dia.

– Como você soube da convocação para esse Pan Junior?

DIANA – Eu fiquei sabendo pelo Wagão, já que a nossa relação é mais próxima dentro do clube. Convivemos praticamente todos os dias e ele que me deu a notícia.

Diana com Wagão, assistente técnico em Barueri e seu treinador na seleção sub-23 (Foto: Carolina Oliveira)

– Bom, e depois do Sul-Americano adulto, veio esse Pan Junior, onde você deve ter se tornado uma referência para os outros atletas. Foi uma competição especial pra você?

ADRIANO – Meu maior objetivo no vôlei é me tornar referência, disputar Olimpíadas, ser campeão olímpico, poder deixar uma linda história para inspirar pessoas. E na vida eu quero poder dizer lá na frente que eu vive todos os momentos com muita alegria e aproveitei cada um deles.

– O que essa experiência acrescentou a sua carreira e sua vida?

DIANA – Ter jogado o primeiro Pan Junior foi completamente especial. Foi o primeiro sub-23 e saber que acabamos com chave de ouro traz um sentimento de realização e muita, muita alegria.

– Ser eleito o melhor jogador do campeonato mudou alguma coisa na sua vida, nas suas pretensões com o vôlei?

ADRIANO – Sinceramente não. Eu fico muito agradecido por ter recebido esse prêmio, mas meus objetivos são maiores. Eu sempre fui muito focado no que quero. Mas, é claro que esse prêmio com certeza me ajuda a subir um degrau para conquistar mais e mais.

– Ser eleita a melhor jogadora do campeonato mudou alguma coisa na sua vida, nas suas pretensões com o vôlei?

DIANA – Me fez enxergar melhor ainda que se doar e dedicar ao máximo traz os melhores resultados, além de me fazer acreditar ainda mais em mim. Mas, é preciso destacar que esse prêmio é graças a toda a equipe que contribuiu para que funcionasse o meu jogo e para que eu pudesse ajudar em certos momentos.  

Diana, a melhor jogadora dos Jogos Pan-Americanos Junior (Foto: William Lucas/COB)