Ser fã do vôlei não é nada difícil, concorda? E a paulista Juliana Ruffo, de 37 anos, é mais uma a confirmar isso. A admiração pela modalidade vem desde a adolescência, mas um momento em especial, no ano passado, fez com que este sentimento se transformasse em paixão. Foi o título da seleção masculina na Liga das Nações. A data esta marcada na mente e no coração da administradora de empresas.
“No dia 27 de junho do ano passado assisti a final da VNL masculina e senti uma empolgação, vibrava a cada ponto, torci demais. Até que o Brasil ganhou e eu comemorei muito, pulava de alegria pela minha casa. Depois vieram as Olimpíadas, e eu fiz questão de assistir a todos os jogos, mesmo sendo de madrugada. Foi então que pensei que se esse esporte me faz vibrar tanto e me deixa tão feliz, eu devia acompanhar realmente os jogos”, contou Juliana.
A partir desse momento, ela decidiu: se tornaria de fato uma torcedora do vôlei. E assim foi feito. “Depois disso, assinei o pacote da Superliga, da liga italiana e da CEV, e desde então, acompanho a todos os jogos que posso. O vôlei sempre o meu esporte preferido. Sempre achei incrível como a forma como os atletas jogam”, disse.
Só tem um detalhe que Juliana Ruffo ainda não conseguiu definir: seu time do coração. Mas, tem outro detalhe nessa história. A primeira vez em um ginásio envolveu as equipes do Sada Cruzeiro e do Vôlei Funvic Natal. Pronto. Os dois ganharam um lugarzinho especial no coração da torcedora.

“Eu ainda não tenho um time para chamar de meu, mas estou conhecendo cada um deles aos poucos para ver qual vai ganhar naturalmente meu coração. Em dezembro, eu fui assistir ao Mundial de Clubes masculino em Betim e foi a primeira vez que assisti a um jogo de vôlei ao vivo. A emoção que senti foi indescritível. Acabei criando um carinho especial pelo Sada e pelo Funvic. Já na Superliga feminina, eu sempre admirei demais o trabalho que o José Roberto Guimaraes desenvolveu em Barueri, então também tenho um carinho especial por esse time”, explicou Juliana.
Pois se a administradora de empresas ainda não escolheu seu time, ídolo esta cravado. Sergio Escadinha tem uma admiração enorme de Juliana. Mas, vamos lá. Ele não é o único. Outros jogadores ganham seu respeito.
“De verdade, sou fã de todos eles pela dedicação, esforço e amor que eles têm pelo vôlei. É muito bonito poder conhecer um pouquinho da história de cada atleta e saber o que eles fizeram para chegar onde estão. Admiro muito o Serginho pela forma que ele jogava, por sempre acreditar e se dedicar nos momentos mais difíceis da vida dele. O Bruninho é impressionante. Tem o Wallace também que, para mim, consegue voar a cada cortada. No feminino tem a Carol Gattaz, que se dedicou e alcançou seu sonho de ir a uma Olimpíada com 40 anos. A Sheila e a Jaqueline, que acho que foram duas das melhores jogadoras que vi vestir a camisa do Brasil. E a Fabizinha, libero que tinha muita raça e fazia parecer fácil buscar a bola onde fosse”, descreveu Juliana.
Depois de pressionada – no bom sentido – ela conseguiu dizer um único nome. “Para mim é bem difícil escolher apenas um jogador ou uma jogadora, pois vejo a história que cada um tem com o vôlei, e acho incrível como eles amam e se dedicam. É lindo de ver e sentir. Mas, se tivesse que escolher apenas um seria o Serginho. A raça desse homem não tem igual”.

A entrada oficial do vôlei na vida de Juliana Ruffo foi forte. Tudo passou a ser visto de uma maneira nova e extremamente especial.
“Não sei muito como explicar. Pode parecer pouquíssimo tempo que venho assistindo aos jogos, mas isso já causou um grande impacto na minha vida. Foi como se uma porta para um novo mundo tivesse se aberto pra mim. Conheci pessoas incríveis, assisti momentos lindos, senti emoções que jamais imaginei sentir, conheci histórias de vidas admiráveis, quebrei algumas ‘regras’ pessoais, fui a lugares que nunca imaginei. Enfim, o vôlei tem mudado minha vida e para muito melhor”, afirmou.
Mas, mesmo com tantas alegrias, Juliana destaca que ainda falta uma coisinha para ter felicidade completa. “O vôlei tem me oferecido tantas novas vivências e mesmo que virtualmente o convite para essa matéria é mais que ficará guardada no meu coração. Além disso, com certeza, o meu principal sonho no momento é poder assistir ao vivo as seleções masculina e a feminina. Como desejo poder estar no ginásio e sentir tudo o que já senti através da televisão de forma ainda mais potencializada”, concluiu Juliana Ruffo.