Com uma rotina agitada que inclui bola e computador, o levantador Felipe Hernandez costuma se desdobrar para dar conta desse dia a dia corrido entre jogador de vôlei e consultor de finanças. Mas, antes de qualquer comentário, ele garante: é super feliz assim. Essa realidade é vivida na Espanha, onde o brasileiro mora desde 2019 em função do vôlei.
Depois de jogar em times como Minas, UFJF, Canoas, entre outros, o levantador, hoje com 27 anos, se transferiu para Portugal primeiro, na temporada 18/19, quando deu início a sua experiência internacional. Logo depois se mudou para a Espanha e fixou residência. Essa é sua terceira temporada no país, sendo a primeira pelo Barcelona FC.

A carreira de consultor de finanças não surgiu de repente. Felipe foi criado dentro dos dois universos: através do pai, Eduardo Hernandez, que sempre trabalhou no mercado financeiro, e da mãe, Paula Hernandez, que foi atleta olímpica. Unir as duas realidades acabou sendo algo natural na vida de Felipe.
“Meus pais sempre foram muito insistentes com isso e priorizaram muito a minha vida acadêmica. A minha mãe foi atleta e eles sempre me trouxeram essa cultura e é algo que sempre gostei. Como atleta, sei como é complicado conseguir conciliar a vida acadêmica com o vôlei, e como os meus pais sempre me cobraram, eu foquei nisso”, contou Felipe.

A rotina dupla não é fácil. Nunca foi. Mas o levantador sempre ponderou a importância disso na sua vida e na sua carreira.
“Sempre que tinha oportunidade, nas folgas, sempre foquei muito em estudar. O meu pai trabalhou 30 anos com o mercado financeiro e eu sempre gostei. A minha formação também foi voltada para essa área. Isso foi uma necessidade que senti, principalmente para atletas. Essa é uma carreira muito curta e no vôlei, muito incerta. Nem todo mundo consegue viver bem, com duvidas sobre salários, contratos”, comentou o levantador.
Ciente disso, Felipe investiu primeiro nessa clientela. “Senti essa necessidade de auxiliar. Comecei só com atletas e hoje atuo de uma maneira geral como consultor financeiro, ajudando a organizar a vida financeira das pessoas. Desde a educação financeira do básico em questão de controle orçamentário, até o planejamento de compras de bens e aposentadoria”, detalhou Felipe Hernandez.

Ainda sobre a rotina do seu trabalho, o levantador destacou que o empenho passa a ser ainda maior quando o vôlei da uma pausa.
“Essa organização da vida financeira é importante para deixar o atleta focado no que ele tem que fazer, que é se preparar e jogar. É uma área que gosto muito e consigo conciliar com o vôlei. Sempre usei o tempo livre para estudar e hoje é para trabalhar também. E nas férias foco mais ainda nisso. Nesse período me dedico 100%”, concluiu Felipe.