A oposta do Fluminense, Bruna Moraes, já está retomando as atividades três meses e meio depois da cirurgia de ruptura do tendão calcâneo do pé esquerdo. A rápida recuperação da jogadora deixa a todos da equipe felizes, em especial o técnico Guilherme Schmitz. Ver a boa e rápida recuperação da atleta, dentro de um processo necessário e respeitado, é admirável, e o treinador faz questão de dar méritos à qualidade do grupo de profissionais que formou para trabalhar ao seu lado nesta temporada.
O treinador destaca a excelência do trabalho multidisciplinar realizado pela sua comissão, e enaltece, em especial, neste caso, o fisioterapeuta Aridone Borgonovo e o preparador físico, Rafael Jesus.
“O Rafael é de uma linha muito atualizada de preparação física, vem de experiência no voleibol masculino e no Time Brasil, tendo participado diretamente na preparação física da ginástica artística. Muito profissional e alinhado comigo na parte da quadra. É um cara de bom trato com as meninas, muito determinado para fazer cada jogadora evoluir nos pontos que ele identificou junto com o Aridone como necessário. Muito interessante o trabalho que é feito com ele e foi uma grata surpresa pela excelência do trabalho”, disse Guilherme.
O comandante do time feminino de vôlei do Fluminense estendeu os elogios ao fisioterapeuta. “Já conhecia o Ari da seleção, de ter contato em Saquarema, e é um cara incansável. É de uma linha muito bacana e trabalha diretamente com o chefe do departamento médico, que é o Dr. Gustavo Campos. Todos têm feito um trabalho brilhante em todas as ações. Pelo baixo nível de lesão, tirando o da Bruna, foram pouquíssimas lesões e pouquíssimas atletas ficaram fora do contexto de treinamento.”, destacou Guilherme Schmitz.

Satisfeito com o resultado obtido até agora, Aridone contou qual é o atual momento de recuperação da oposta Bruna Moraes.
“A Bruna tem apresentado evolução clínica dentro do previsto, pelo tempo de pós operatório. Temos tido o cuidado de respeitar o tempo de cicatrização e não pular etapas para evitar contra tempos no futuro. Então precisamos ainda cumprir algumas metas, especialmente relacionadas a ganho de mobilidade articular e força, para podermos evoluir em outras valências mais próximas de suas funções em quadra. Por enquanto, ela tem respondido muito bem aos estímulos recebidos, isso nos faz acreditar que se mantiver o mesmo ritmo, em breve poderá retornar normalmente, sem que haja limitações”, disse o fisioterapeuta do Flu.
Rafael Jesus também está entusiasmado. O preparador físico do Fluminense também vem sendo peça fundamental na recuperação da atleta.
“O trabalho com a fisioterapia iniciou logo na primeira semana pós-cirurgia, assim que houve a liberação do médico, e comigo começou um trabalho de musculação, de força, no dia 20 de fevereiro. Estamos fechando esse primeiro mês de trabalho em conjunto. O nosso primeiro objetivo é dar novamente a mobilidade funcional que ela precisa para praticar o esporte, ganhar arco de movimento principalmente nessa região do tornozelo, que acaba ficando bem limitado depois da cirurgia, e também o trabalho de fortalecimento de membro inferior”, explicou Jesus.
Orgulho em trabalhar no Fluminense
O trabalho diário e toda a dedicação de Rafael Jesus fazem com que ele já planeje a próxima temporada. Segundo o preparador físico, a ideia é que a oposta esteja em plenas condições quando começar a pré-temporada para 22/23.
“O objetivo para esse primeiro mês foi ter esse controle e esse reinício de trabalho e nas próximas duas, três semanas é iniciar já os trabalhos de deslocamento na quadra. Ela já fez um trabalho na estreia antigravitacional, que diminui o impacto na articulação do tornozelo, no Comitê Olímpico e aos poucos vamos liberando os trabalhos para que ela consiga iniciar a próxima pré-temporada completamente liberada, sem nenhuma limitação”, disse Jesus.

Aridone vai além do caso específico da oposta Bruna Moraes. O fisioterapeita faz questão de destacar o bom ambiente vivenciado todos os dias no clube carioca, além da boa estrutura para realizar seu trabalho.
“Eu tenho percebido que o clube vem passando por um processo de mudança, que visa evolução. A gente tem feito parte disso. Tem algumas pessoas muito dedicadas a fim de contribuir. Eu não tenho sentido falta de nada para que eu possa atuar do jeito que acho ser o ideal para as atletas. E tenho a impressão de que temos um grupo de atletas com perfil muito bom de trabalho, o que provavelmente tem contribuído para isso também”, concluiu Ari.
Bruna Moraes fala sobre período de lesão

“O começo foi bastante difícil para mim. A lesão me tirou da minha melhor temporada, mas estou feliz que está tudo indo bem. Faz três meses e meio da cirurgia. Fiquei dois meses e meio sem andar e agora estou em uma fase aonde tudo vai mais rápido. Estou fazendo fisio de domingo a domingo para voltar o mais rápido possível”, afirmou Bruna.
Ficar de longe não é fácil e a oposta está tentando controlar a ansiedade para voltar logo a rotina de treinos e jogos. “Eu fico mais ansiosa fora do que dentro da quadra. Acho que dentro eu cojsigo extravasar a energia na bola. Estou ansiosa para voltar e não vejo a hora”, afirmou Bruna Moraes.