Há quatro anos na Polônia, Régis está super feliz e bem adaptada ao país. Mas, vamos falar a verdade. Um pagodinho no fim de semana, principalmente depois de uma vitória, faz falta. E isso a Polônia não tem para oferecer a ponteira do Uni Opole. A feijoada e, claro, a família também fazem muita falta, mas, de um modo geral, a jogadora está completamente habituada ao estilo de vida que aderiu morando fora do país.
Régis também era feliz no Brasil, mas de repente começou a perceber que era hora de experimentar novas aventuras e ter novas oportunidades na carreira.
“Eu estava muito feliz jogando no Brasil, mas percebi que estava perdendo um pouco de espaço no time do Rio. As meninas foram aparecendo, Gabi, Drussyla, se destacando e eu, então, decidi trabalhar muito, focar na minha parte física e decidi que queria sair do Brasil, ter uma oportunidade fora porque eu queria jogar”, contou Régis.

O contato direto com os torcedores, que no Brasil são sempre calorosos, era um ponto que a jogadora sabia que ia sentir saudade. Então, veio o contato do jeito que dá, através das redes sociais.
“Esse carinho eu levo para a minha vida. Sempre recebo mensagens de apoio, mandando bom jogo, dizendo que torcem por mim, sempre mensagens de carinho mesmo, e eu tento manter contato com eles sempre. Apesar de eu acompanhar pouco a Superliga do Brasil por conta dos horários, tento acompanhar os resultados pelas redes sociais e vou falando com eles, retribuindo o carinho”, disse Régis.
Mas, os torcedores poloneses também são apaixonados por vôlei e a ponteira tem se sentido em casa.
“Estou super adaptada. Me adaptei muito facilmente no país. É o meu quarto ano aqui e gosto muito. Reencontro as meninas que joguei junto nos outros times que passei e estou muito feliz aqui. Morar fora gera um aprendizado que vem através da gente mesmo, da nossa cabeça, e de como a gente se adapta ao país, aos times. Cheguei aqui sendo muito respeitada e isso é muito gratificante”, contou.

Apesar da saudade da feijoada e do pagode, Régis elenca pontos positivos da vida na Polônia. “Aqui a segurança é muito eficaz. É muito diferente do Brasil. Aqui a gente pode andar com o celular no bolso de trás da calça que ninguém vai pegar, pode ir na praia ou num lago e deixar as suas coisas que ninguém vai mexer. Isso é muito bom”, afirmou Régis.
Apesar da distância de casa, a jogadora conta com o apoio da sua companheira de time, Vivian Pelegrino, e garante que manter esse contato com as outras brasileiras que estão na Polônia ajuda muito no dia a dia.
“Ajuda muito, sim. É muito bom. Eu e a Vivian nos damos muito bem, sempre uma puxando pela outra e ela sempre me zoa falando que saiu do Bernardinho, mas o Bernardinho seguiu com ela de tanto que eu cobro o tempo todo”, se divertiu Régis, que também consegue encontrar outras duas brasileiras quase sempre.

“Tem bastante brasileira aqui. Eu, Vivian, Roberta e Pietra moramos em cidades mais próximas e tentamos encontrar sempre que dá nas folgas. A Bruna que está em uma cidade um pouco mais afastada e fica mais difícil para estar com ela, mas, sempre que é possível estamos todas juntas”, contou.
Aliás, tirando as brasileiras que estão em solo polonês, Régis é acostumada a estar sempre cercada de muitos amigos. E isso é algo que ela tem enorme gratidão.
“O vôlei me dei muitos amigos tanto no Brasil, como na Europa, e são amigos que vou levar para a vida inteira. Estou na Polônia há quatro anos e tive uma temporada na Itália. Fiz bastante amizade lá também e mantenho contato com todo mundo o tempo todo. Isso me deixa muito feliz”, concluiu Régis.