Vanessa tem 31 anos, é ponteira, jogadora profissional de vôlei há 13 anos, atua em um doa maiores times do país, o Dentil/Praia Clube, e disputa os mais importantes campeonatos de vôlei. Vittoria Kuehne tem 15 anos, também é ponteira, começou a jogar vôlei aos 6 anos na escolinha e atualmente é a capitã da seleção brasileira sub-19. Mas as duas têm mais em comum além do amor pelo vôlei: são primas e incentivo uma para a outra.
O mais natural é Vanessa ser espelho para Vittoria. E de fato é assim. Mas, a mais experiente garante que se realiza através da atleta caçula da família catarinense – Vanessa é de Pomerode e Vittoria de Jaraguá do Sul.
“Através dela eu realizo um sonho meu também, que é representar as cores do nosso país. Nunca tive essa oportunidade, e vendo ela lá me sinto realizada”, afirmou Vanessa Janke.

Com a seleção brasileira, Vittoria e o grupo dirigido pelo técnico Hylmer Dias fizeram três amistosos contra a equipe sub-21 do Sesi-SP nos últimos dias em Santa Rita do Sapucaí (MG). No primeiro, o time do Brasil acabou superado por 3 a 2 (25/14, 25/18, 17/25, 25/27 e 12/15).
No segundo, houve um acordo por jogar cinco sets e a seleção ganhou todos: 25/20, 25/22, 25/23, 25/20 e 15/10. E no terceiro e último, o time da capitã Vittoria foi superado por 3 a 1, com parciais de 18/25, 24/26, 25/23 e 19/25.

Os resultados, neste momento, não são o mais importante. Para a prima orgulhosa, poder acompanhar Vittoria em desenvolvimento é motivo de emoção.
“Não existe uma única palavra para descrever tudo que sinto vendo ela na seleção e de capitã, então. Ela é exemplo de dedicação. Está começando a colher tudo que plantou até agora e tenho certeza de que está plantando mais para colher no futuro. Eu fico realmente emocionada”, disse Vanessa.
Entre ser uma jogadora profissional e conviver com a nata do voleibol, e se dar conta que, por isso, seria um exemplo para a prima, a ponteira do Dentil/Praia Clube /levou um tempo.
“Então, no início eu não tinha noção do quanto eu era espelho para ela. Mas conforme ela foi crescendo e tendo mais contato direto comigo sobre vôlei, vi que ela era diferente, que tinha um potencial para evoluir e ir longe”, disse a prima coruja.

E Vanessa Janke faz ainda mais questão de estar cada vez mais próxima de Vittoria. “Em festas de família sempre estivemos juntas, mas por conta de eu já morar fora por causa do vôlei, era mais ausente. E ela sempre acompanhando. Quando a mãe dela começou a contar toda a dedicação da Vittoria, eu percebi que precisava incentivar mais, estar de alguma forma um pouco mais presente e nessa o nosso contato aumentou”, concluiu Vanessa.
Agora, no entanto, é preciso estar um pouco mais distante – pelo menos fisicamente. A prima mais experiente se prepara para em breve começar mais uma temporada com o Praia, time de Uberlândia (MG), e a mais jovem segue em treinamentos com a seleção brasileira no centro de treinamentos em Saquarema (RJ), visando o Campeonato Sul-Americano, que vai acontecer de 7 a 14 de setembro, em La Paz, na Bolívia.