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Lucas Muller se transfere do vôlei para o futebol e aproveita a oportunidade

Depois de 19 anos atuando no vôlei, sendo três como atleta e 16 como preparador físico, Lucas Muller vive uma nova experiência na carreira. Há três meses o futebol é a nova casa do profissional, que mudou também de função. Ao invés de preparador, Lucas agora atua como coordenador executivo das categorias de base e supervisor da equipe profissional do Joinville Esporte Clube.

Todas as novidades vêm sendo encaradas com alegria e orgulho, principalmente depois dele próprio ter buscado essa chance de vivenciar novas experiências e crescer cada vez mais na carreira esportiva.

“Acredito que eu tenha criado a oportunidade no futebol. Após a minha volta da França, eu estava sem clube no Brasil, com tempo livre e resolvi inscrever o meu currículo na CBF. Ele foi selecionado para participar do programa de executivos de futebol. Dei início ao curso onde eu recebi o convite para vir trabalhar no Joinville”, contou Lucas.

Lucas Muller está há três meses no time do Joinville (Foto: Thiago Borges)

As novas atividades têm encantado Lucas Muller, que está super entusiasmado, mas ele lembra com carinho dos anos em que atuou como preparador físico das seleções de base do vôlei brasileiro.

“Trabalho nas categorias de base e na equipe profissional e é diferente, claro. O que era fascinante no trabalho com o vôlei, principalmente na seleção, era a possibilidade de disputar campeonatos no âmbito internacional, com vários países envolvidos, atletas, diferentes culturas, isso era muito legal”, relembrou o dirigente.

Os anos de voleibol estão na memória de Lucas, que criou relações importantes na sua vida dentro da modalidade. Porém, o ex-preparador físico não tem, pelo menos por enquanto, pretensões de voltar.

“As melhores lembranças do vôlei eram as viagens, quando estávamos em competições, aquela atmosfera era muito bacana. Sinto falta do vôlei, sim. Foi muito tempo trabalhando na modalidade e toda a minha rede de relacionamentos, amigos, profissionais, eu criei no vôlei, então às vezes bate saudade, mas hoje eu não me vejo voltando ao voleibol”, afirmou.

Lucas, quarto da esquerda para a direita, na comissão técnica de Giovane (Foto: arquivo pessoal)

Segundo Lucas, a chance de atuar no esporte de maior paixão do brasileiro também é fascinante. “No futebol tenho a possibilidade de trabalhar no esporte de mais adeptos no Brasil. A sensação de entrar em um estádio de futebol em uma partida é indescritível. Dá um frio na barriga diferente”, contou Lucas.

Além da emoção, o dirigente do Joinville coloca pontos práticos que explicam o porquê de preferir trabalhar com o futebol atualmente.

“Acredito que o futebol apresente mais oportunidades. O vôlei é um sucesso pelas conquistas e pela maneira como se faz o esporte, mas acredito que a modalidade não se preparou e não consegue absorver tantos bons profissionais que ele mesmo formou ao longo desses anos de tantas conquistas. E eu vejo que o futebol, com essa pegada de profissionalização, tem oferece mais chances. Sem contar que a remuneração tende a ser melhor para os profissionais que compõem a comissão técnica e executivo”, destacou Lucas Muller.

O time profissional do Joinville, do supervisor Lucas Muller, se prepara para disputar a Copa Santa Catarina em busca de uma vaga na Copa do Brasil.