Experiente, o central Lucão será peça importante no esquema do técnico Renan nesta Fase Final da Liga das Nações. O jogador de 36 anos é uma das armas da seleção brasileira masculina de vôlei e, depois de ficar de fora das seis últimas partidas por uma lesão na panturrilha, está de volta e à disposição da comissão técnica para o jogo desta quarta-feira (20.07), às 13h, contra os Estados Unidos.
O duelo pelas quartas de final é importantíssimo já que, se vencer, o Brasil estará na semifinal e na busca por uma medalha na competição onde foi campeão no ano passado. Lucão se torna um jogador ainda mais importante neste ano em que Renan renovou o grupo e passou a contar com jovens como Darlan, Adriano, Honorato, Leandro e os próprios Rodriguinho, Fernando e Maique, que estão há mais tempo na seleção, mas que ainda são novos.
O central não é de aparecer muito chamando atenção do grupo ou cobrando durante as partidas, mas é, sim, uma forte liderança na seleção brasileira. Lucão dá muitas dicas a todos, em especial aos centrais, e cobra do seu jeito.

“Eu acho que existe várias formas de liderança dentro de um grupo. Tem aquele cara que é mais agregador, que puxa mais, que dá bronca e a minha forma de liderança é mais na parte tática e técnica dentro de quadra, organização de bloqueio, de defesa, parte do sistema defensivo. Tento sempre fazer a melhor leitura de jogo para passar para os colegas e exercer esse tipo de liderança”, explicou Lucão.
Sempre atento, seja nos treinamentos ou nos jogos, o experiente central é, hoje, um exemplo para os mais jovens dando constantes provas de dedicação e demonstrando a importância de levar a carreira a sério.
“Faço algumas correções que vejo durante o treino e acho que funciono muito melhor nesse lado de liderança do que no motivacional, como alguém que grita, cobra e puxa a orelha da galera. Eu não trabalho muito bem assim. Trabalho na parte um pouquinho mais fria do jogo”, detalhou o jogador, campeão olímpico nos Jogos do Rio-2016.

Ensinar é realmente algo corriqueiro no dia a dia de Lucão. O central é atuante neste ponto, conversa, dá dicas aos mais jovens, e gosta de exercer esse papel.
“Ensinar é uma palavra um pouco complicada, mas às vezes há alguma coisa que possa ser um pouco melhorada e faço com que o cara pense, reflita sobre o que está fazendo, sobre o que precisa estudar para ajudar a equipe como um todo”, disse Lucão.
Curtir se dedicar aos estudos, e ter facilidade em transmitir as informações aos companheiros são características bastante comuns a função de comandante. Impossível não perguntar se Lucão já cogitou ser técnico quando parar de jogar.
“Eu não pensava em ser técnico, não, mas a partir de um tempo, que eu passei a gostar desse tipo de estudo, ver que eu evoluía como atleta com isso e com as dicas que eu recebia, comecei, sim, a pegar gosto. Quando passei a estudar mais, vi que estava me dando bem com essa dedicação, e vi que estava conseguindo passar adiante. E aí, quando a gente enxerga que as coisas vão funcionando para dentro da equipe, passei a ver que tem uma chance de, no futuro, me tornar técnico”, concluiu Lucão.
Até lá, contamos com o central ajudando a seleção brasileira dentro de quadra seja nesta Liga das Nações, no Campeonato Mundial, próximo compromisso da temporada, e enquanto se sentir bem, for convocado e seguir brilhando como um dos melhores do mundo na sua posição.