Carol é gigante. Não, eu não estou falando da sua altura. O seu 1m83, inclusive, pode ser considerado pouco para a função que exerce. As centrais atualmente são enormes. Mas, sinceramente? Carol ultrapassa as adversárias em talento, garra, disposição, entrega. Sem falar no carisma. Como a central brasileira sabe ser exemplo. E nesta quarta-feira de feriado (12.10), a jogadora está Na Nossa Rede para contar um pouco de como é o dia depois daquela super vitória diante do Japão e véspera de mais um super jogo, contra a Itália, pelo Campeonato Mundial feminino de vôlei.
Diferentemente daquela Carol explosiva que a gente vê na quadra, a central tem fala mansa quando está fora de combate. Nesse bate-papo rápido – claro, a ideia é não atrapalhar em nada neste momento tão importante da competição – Carol falou sobre os sentimentos que circularam dentro de quadra diante do Japão, a união do grupo, a relação com os fãs, a expectativa para o confronto de amanhã (13.10) pela semifinal do Mundial.

“A gente continuou hoje falando um pouco sobre o jogo. Foi inevitável. A gente queria já estar com o foco total na Itália, mas não teve como porque foi algo muito impressionante. Acho que ninguém conseguiu descrever qual era a sensação de ontem. A gente estava mesmo ponto a ponto. Eu só olhava para o placar quando eu ia para o saque, que era quando eu conseguia perceber a contagem. Terminou o jogo, a Rosa não sabia que tinha terminado ou ao contrário, a gente achava que estava uns três na frente e quando olhava estava 8 a 8”, contou Carol.
A intensidade da vitória por 3 sets a 2, de virada, sobre as japonesas foi realmente enorme e, além do grande resultado, as meninas da seleção brasileira podem nem ter se dado conta, mas deixaram uma lição para todos que estavam assistindo aquela batalha pelas quartas de final do Campeonato Mundial.
“A gente estava focada demais e o principal sentimento que ficou foi de não desistir. A gente não desistiu e, por isso, conseguiu essa grande vitória. O esporte tem isso. É saber que sempre tem uma oportunidade. A gente foi para esse jogo com isso na cabeça. A gente tinha uma grande oportunidade de jogar de novo contra o Japão, que é um time que sempre coloca a gente em muita dificuldade. É muito desafiador jogar contra elas. Foi um voleibol muito bonito. E para gente o que vale é a vitória. A gente sabia que dependia da gente e para a vida vale isso”, comentou Carol.

A seleção brasileira passou pela primeira e segunda fases do Mundial com nove jogos e apenas uma derrota, justamente para a seleção japonesa. No primeiro jogo eliminatório, o desafio era de novo contra o Japão. E, dessa vez, depois de perder os dois primeiros sets, o grupo comandado pelo técnico José Roberto Guimarães deu a volta por cima, venceu e agora já se prepara para encarar a Itália, pela semifinal, nesta quinta (13.10), às 15h. A partida vai ter transmissão ao vivo do sportv2.