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Marcos Miranda é referência à frente do Suzano Vôlei em momento especial do projeto

O sexto lugar na tabela de classificação do campeonato brasileiro é bom, claro. Mas, mais importante ainda é colocar a cidade de Suzano (SP) de volta ao cenário do voleibol. Depois de 13 anos fora, o time retornou a Superliga masculina nesta temporada 2022/2023 após ser campeão da Superliga B. Para comandar este projeto, Marcos Miranda foi recrutado da seleção australiana e aceitou o convite com satisfação.

O experiente treinador esteve na comissão técnica da seleção brasileira masculina nos Jogos Olímpicos de 1988 e 1992, quando foi campeão como auxiliar técnico. Aos 58 anos chegou ao Suzano Vôlei em fevereiro de 2022 para sua segunda passagem pela cidade. Marcão já havia comandado a equipe na temporada 2008/2009, a última antes do fim das atividades do projeto. Naquele ano, Suzano foi campeão paulista sob o comando do técnico carioca.

Marcão afirma que recebeu a proposta com alegria e honra. “Quando a gente fala em Suzano, a gente fala em tradição. Então, estar a frente de Suzano é sempre uma honra muito grande. Já estive uma vez, no passado, e isso foi fator determinante para poder estar na temporada passada na disputa da Superliga B, aliado ao Teruo, que é o manager do time e um grande amigo”, descreveu Marcão.

Marcos Miranda comanda o Suzano pela segunda vez (Foto: Divulgação/Suzano Vôlei)

Assim que chegou, Marcos Miranda conduziu o time ao título da Superliga B. “O Suzano iniciou a temporada em uma situação difícil, e como eu estava no intervalo de atender a seleção australiana e estava no projeto da FIVB, que seria Filipinas, estava no Brasil e acabei aceitando o desafio de integrar a equipe e tentar ajudar. Felizmente o resultado foi super positivo e nós conquistamos o título da Liga B e levar a equipe de Suzano de volta a Liga A”, lembrou.

Comandar o Suzano Vôlei neste momento significa, também, saber administrar e gerir um grupo formado, em sua maioria, por jovens atletas. Todos recebem atenção do professor aos pontos necessários para o desenvolvimento de cada um e, consequentemente, do grupo.

“Nós temos uma equipe que veio a base do time da Liga B. São jogadores novos que estão debutando dentro da Liga A. A gente também conta com a experiência de dois jogadores, que são o Riad e o Alberto, agregamos o Daniel, que já tem uma larga experiência fora do Brasil, e o Judson, um talento que vem rodando e que agregou a nossa equipe. Mas temos uma equipe muito justa e procuramos trabalhar isso dentro de quadra. A forma de dar confiança a esses jogadores é trabalhando”, detalhou Marcão.

O time paulista conta com o apoio da torcida em casa (Foto: Divulgação/Suzano Vôlei)

E o trabalho é encarado por todos com absoluta seriedade e empenho. Na busca por essa segurança cada vez maior, o treinador adota uma estratégia que vem empregando e obtendo sucesso.  

“Trabalhamos muito a questão técnica, dando a base a esses jogadores e, posteriormente, a questão estratégia, uma vez que, assim, a gente consegue elaborar a forma de jogar com mais confiança. Os jogos em casa vêm nos dando um suporte necessário para ter essa confiança.  A gente tem sempre não só a questão estrutural de ter o nosso ginásio, que é um diferencial, mas também o fator torcida, que vem nos apoiando e nos dando a confiança necessário para buscarmos esses resultados”, disse o técnico.

Feliz, Marcão comemora fase atual no Brasil

Marcos Miranda passou por vários países através do vôlei. O retorno ao Brasil se deu, claro, pela oportunidade que surgiu através do Suzano Vôlei, mas também pela chance de estar mais perto da família. A decisão entre o projeto da Federação Internacional nas Filipinas ou o projeto do Suzano Vôlei não foi tão simples, mas alguns fatores pesaram a favor do time brasileiro.

“A cada lugar onde trabalhei, há uma cultura diferente, seja nos Estados Unidos, Rússia, Emirados Árabes, Egito, mas a metodologia a qual eu gosto de implementar, eu procuro levar para todos os lugares. Voltei ao Brasil e estou muito feliz no Suzano. De alguma forma, estamos debutando novamente na Superliga, porque nesse tempo várias gerações passaram. É uma felicidade ter sido convidado, e, apesar de estar praticamente indo para as Filipinas, Suzano me esperou até o último momento. Eles acreditaram no meu trabalho. Optei por estar mais perto da família e, claro, com o apoio do Suzano isso foi mais tranquilo para decidir”, enfatizou.

Marcão vem obtendo sucesso à frente do time paulista (Foto: Divulgação/Suzano Vôlei)

Começamos falando no sexto lugar na tabela e, para encerrar, Marcão destaca que a posição está dentro da primeira meta traçada pelo time neste retorno a elite do voleibol. Mas, faz questão de destacar que ir além é possível e, certamente, seria uma consequência do trabalho bem feito por todo o grupo.

“Estamos jogando contra equipes que já estão com uma história nessa nova fase da Superliga, são grandes equipes, que têm jogadores acostumados a jogar e a gente respeita e entende isso. A nossa primeira meta é estar entre os oito, nos dando possibilidade para que na próxima temporada a gente já tenha uma base mais fortalecida de jogadores, estrutura, metodologia de trabalho e que, com alguns reforços, a gente possa galgar resultados melhores. Isso não impede, é claro, pelo trabalho que a gente apresenta, pelo apoio que a gente tem, chegar a um patamar acima. A expectativa é sempre no momento decisivo dar o pulo do gato e, quem sabe, chegar entre os quatro”, concluiu Marcos Miranda.