Os menos acostumados a acompanhar o vôlei de praia podem estranhar a troca constante que há entre as duplas. Mas, é assim. Não funcionou, busca outro parceiro e, como dizem por aí, e está tudo bem. Só que André e George vêm fugindo dessa rotina. Com a parceria prestar a completar quatro anos, a dupla, que vem fiel ao técnico Ernesto Vogado e o preparador físico Riceler Waske, estreia nesta quinta-feira (26.01) no Finals, evento que encerra a temporada 2022.
Em Doha estão as 10 melhores duplas do ranking mundial em cada naipe. O campeonato vai acontecer de 26 a 29 de janeiro e, além de André e George, o Brasil ainda conta com Vitor Felipe e Renato, Barbara e Carol, e Duda e Ana Patrícia. A novidade do evento fica por conta da nova bola do voleibol de praia.
Após confiar no trabalho proposto e que viria a ser desenvolvido, André Stein se mudou do Espírito Santo para a Paraíba para integrar o CT Cangaço. Realizado, o atleta sabe que o bem-estar vivido no dia a dia do time é fundamental para essa longevidade.
“Acho que nossa relação fora de quadra ajuda bastante. Para mim é uma coisa que importa muito. Eu preciso ter um bom relacionamento com meu parceiro. A gente acabou se aproximando mais ainda também por conta da nossa equipe, que deixa o clima muito tranquilo, e da família do George que me acolheu muito em João Pessoa junto com minha esposa”, comentou André, de 28 anos.

George, de 26 anos, segue exatamente a mesma linha de raciocínio. “Acho que vem dando certo pelo nosso estilo mesmo. Tanto eu, quanto o André precisamos de pessoas que se deem bem na equipe. E isso só fortaleceu nosso time. Foi algo que conversamos antes de fecharmos a parceria, que essa mudança de parceiro o tempo todo não era bom para ninguém. E decidimos investir no nosso time nesta questão de longevidade”, afirmou George.
Mas, claro, em toda relação há problemas e no time André e George não seria diferente. O mais experiente sabe que momentos difíceis vão aparecer ao longo da trajetória e o mais importante é saber lidar com eles.

“É claro que tem momentos de estresse, de enjoar um pouco da cara um do outro, mas acho que conseguimos focar mais nas coisas boas durante todo esse tempo. E obviamente formamos um ótimo time também dentro de quadra. Não ia adiantar muito essa amizade se dentro de quadra não desse certo né?”, brincou André Stein.
O mais legal de observar esse time é que, além dos bons resultados, há sucesso também no lado humano. Todos se dão muito bem e o convívio, que, em muitos momentos, tem tudo para ser difícil por ser tão intenso, acaba se tornando algo ameno pelas amizades.
“Sempre nos demos muito bem e somos muito parecidos. Na verdade, acho até que somos mais amigos do que parceiros. O André já virou da minha família e vai até mais na casa dos meus pais do que eu”, se divertiu George.