A experiência fora do Brasil é sempre proveitosa. Morar no exterior significa conhecer novas culturas, novas pessoas e, no caso do voleibol, um novo estilo de jogo a cada país. Mas, voltar também é muito bom. E foi neste momento que os técnicos Fabiano Ribeiro, o Magoo, e Gerson Amorim, o Gersinho, se encontravam. O Suzano Vôlei, então, foi o local perfeito para que a vontade dos dois fosse realizada. Primeiro veio o convite para Magoo assumir o comando do time e, na sequência, o técnico convidou Gersinho para ser seu assistente.
A volta ao Brasil, e ao projeto do Suzano Vôlei, deixou os dois super felizes. Magoo, que teve passagens pelo Kuwait e Arábia Saudita, estava sentindo falta da família e realmente não gostaria de seguir no Oriente Médio. Neste momento, surgiu a proposta do diretor o time paulista, Rogério Teruo.
“Eu recebi o convite pelo Teruo quando o Marcão resolveu não continuar no projeto. Estava na Arábia Saudita e já não queria continuar no time na próxima temporada. Tinha muita vontade de voltar ao Brasil, primeiro para ficar mais perto da minha família, da minha esposa, segundo que o nível técnico é muito melhor do que lá. Ainda há uma grande diferença tanto no Kuwait, como na Arábia Saudita, para o Brasil em relação ao volume de treino, que aqui é muito maior. Lá só tinha um período de treinamento e isso me incomodava. Tive, inclusive, que me adaptar novamente ao ritmo de dois treinos por dia”, contou Magoo.

Magoo está de volta ao Brasil depois de trabalhar no Oriente Médio (Foto: Divulgação/Suzano Vôlei)
Ciente de que um dos assistentes do time, Leandro Touca, iria para o Sesi Vôlei Bauru com Marcos Miranda, o treinador sabia que precisaria, então, de um novo profissional para trabalhar ao seu lado. A primeira ideia, na verdade, foi convidar Ricardo Murbach, com quem Magoo já havia trabalhado em outras temporadas, mas o nome de Gersinho surgiu de forma inusitada e positiva para o técnico.
“A história é muito interessante. Quando recebi o convite, aceitei e precisava trazer um assistente. Contactei o Ricardo, que está de assistente em Araguari. A gente trabalhou em São Bernardo, em Itapetininga, e tem uma relação muito boa, mas ele deu prioridade a continuar no projeto. Fiquei pensando quem poderia ser. O Gerson estava fazendo aula de inglês com a minha esposa e, um dia, em um jantar em Curitiba, ela falou o nome dele. Mas, como ele é um treinador, não sabia se ele ia aceitar vir como assistente técnico. E ela me chamou atenção que eu teria que fazer a proposta para que ele pudesse dar a resposta”, contou Magoo.

O técnico comanda o Suzano Vôlei na temporada 2023/2024 (Foto: Divulgação/Suzano Vôlei)
Ainda refletindo sobre o possível sim de Gersinho, o técnico se surpreendeu. “No outro dia, o Gersinho me mandou uma mensagem falando que estava querendo voltar para o Brasil. Eu liguei para ele e tudo culminou para tudo dar certo. É muito importante ele estar junto com a gente, pela experiência importante que tem como treinador, como assistente e vai ajudar muito o time”, afirmou Magoo.
Os dois já trabalharam juntos, mas, ao lado, na comissão técnica, é a primeira vez. “Quando mais jovem, ele jogava com a gente em Curitiba. O Rubinho era o técnico e eu o assistente. Ele é um cara do bem, uma pessoa extremamente confiável e eu conto muito com isso, além de ser um cara que entende de vôlei, tem muita experiencia, e todos nós temos muito a ganhar com isso”, destacou o técnico do Suzano Vôlei.
Família sempre fala mais alto
O caso de Gersinho foi muito parecido. Após três temporadas em Portugal, o assistente técnico sentiu a necessidade de retornar ao Brasil para estar mais perto da família. “Fiquei três anos em Portugal, encerrou meu contrato lá, tinha outras opções de fora do Brasil, mas pensei um pouco na família. Estou com uma bebê de quatro meses, a Lara, e tenho mais dois filhos. A minha ideia era ficar um pouco mais com a família e quis vir para o vôlei brasileiro”, disse Gersinho.
A oportunidade do time de Suzano (SP), então, caiu muitíssimo bem “Houve a oportunidade de vir para o Suzano, que tem uma boa estrutura, e trabalhar com o Magoo, um treinador que eu conheço há muito tempo e tenho um bom relacionamento. Além disso, a ideia de voltar para o Brasil é interessante até para poder retomar o vôlei em um nível um pouco mais alto. Aqui, a liga tem um nível melhor do que a portuguesa”, contou.

Gersinho estava em Portugal nas últimas três temporadas (Foto: Divulgação/Suzano Vôlei)
A parte boa de estar em casa, perto da família, foi alcançada. Agora, o assistente técnico do Suzano Vôlei corre atrás para retomar o trabalho no alto nível, como é o voleibol brasileiro.
“Senti falta do nível de competitividade que tem na Superliga, no Campeonato Paulista, estar o tempo todo trabalhando focado em um equilíbrio entre as equipes, sem tempo para relaxar, tecnicamente isso é muito bom. O diálogo com os treinadores, a troca de ideia sobre os treinamentos também é importante e temos pouco lá fora. Estou bem motivado e espero que a gente faça uma boa temporada”, concluiu Gersinho.