Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Flávia Assis troca joelheiras pelo poder das mãos e atua como massoterapeuta

O dia a dia da vida de um atleta é cheio de alegrias, mas também muito sacrificante. A rotina de treinos e jogos leva a exaustão e, por isso, o trabalho de recuperação é absolutamente necessário. Com a experiência adquirida ao longo dos 27 anos na carreira de atleta, a ex-central Flávia Assis buscou conhecer, se aprofundar, e estudar técnicas com as quais vem ajudando a vida de atletas e de pessoas de fora do esporte atualmente.

Porém, de atleta e massoterapeuta, Flávia passou por um processo. Primeiro, de experimentar as técnicas que emprega hoje, depois de autoconhecimento e, claro, de muito estudo. Tudo começou quando ela ainda jogava e percebeu, atuando no exterior, que a dedicação a esse trabalho vinha lhe ajudando no dia a dia.

“Quando eu ainda jogava, comecei a buscar algumas coisas alternativas para me dar mais qualidade e seguir jogando com rendimento mais alto. Sempre gostei dessa parte alternativa, medicina chinesa, essa parte vibracional, energética. As meninas sempre brincaram comigo sobre isso, me chamando de bruxinha”, lembrou Flávia, se divertindo. 

Flávia em ação na massoterapia (Foto: arquivo pessoal)

O interesse inicial foi se aprofundando com o passar do tempo e das experiências vividas por ela mesma. A então jogadora foi vendo em si que utilizar todas essas técnicas resultava em uma melhoria enorme dentro de quadra.

“Eu sempre me identifiquei, mas era algo intuitivo. Atuando com jogadoras mais velhas, elas sempre me indicavam esse tratamento, principalmente quando eu rompi a fáscia plantar. Isso me ajudou a recuperar e nunca mais senti nada. Na Europa, no tempo em que estive fora, percebi que mais velha, eu tive menos queixas de lesões. Vi o quanto era importante cuidar dessa questão do equilíbrio muscular. Lá fora eu não precisei sair de jogo por queixa de ombro, joelho, nada. Percebi que fiquei mais tempo na ativa, vi o quanto era maravilhoso e comecei a me interessar ainda mais”, contou Flávia.

Já com algo além de interesse, e agora já determinada a estudar sobre o trabalho alternativo em atletas, Flavia retornou ao Brasil entusiasmada, em especial neste momento pós-carreira, que já estava se encaminhado.

“Fui me envolvendo cada vez mais. Pensei em chegar ao Brasil e fazer um curso de massagem desportiva, mas quando tive mais contato com essas técnicas terapêuticas, alternativas, integrativas, comecei a me encontrar e entrei em um processo de autoconhecimento. Estava me preparando para conhecer a Flávia não atleta”, destacou a ex-jogadora.

Ai, então, veio um questionamento quase que comum a quem está parando de jogar: o que fazer a partir de agora? A pergunta não saía da cabeça de Flavia, que foi além nessa história.

“É difícil se enxergar deixando de ser atleta. Neste momento entendi que a gente precisa cuidar de uma maneira mais inteira das pessoas e não só por partes. Comecei a me cuidar e passei por um processo muito intenso de autoconhecimento. E comecei a me capacitar para poder pensar e cuidar do outro”, disse Flávia.

O fato de ter sido atleta profissional por 27 anos deixa a massoterapeuta com propriedade para entender as queixas dos atuais atletas. Mas, o fato de ser uma pessoa dedicada e apaixonada pelo trabalho que faz leva Flávia além do básico.

“Sentir não só as dores físicas, mas as emocionais me deixou mais empática com a dor dos outros. Sinto que tenho uma propriedade. Talvez eu consiga cessar algumas dores que se eu não tivesse vivido tantos anos no voleibol, eu não conseguiria. Eu não estaria fazendo o que faço hoje. Acredito que o resultado fique tão legal com os atletas por isso: eu entendo as dores deles e não é só a dor, é uma cobrança, excesso de treino, cobrança do físico”, explicou Flávia.

Sabendo disso tudo, a massoterapeuta direciona o seu trabalho com uma visão mais ampla sobre as necessidades de seus clientes.

“Para prevenir lesões, entram as técnicas orientais, que potencializam muito a questão do toque, da mão, dos óleos essenciais, o trabalho com a questão respiratória, ansiedade, distúrbio de sono. A gente consegue cuidar de maneira mais inteira para que um rendimento maior como atleta e como pessoa. Afinal, estando melhor como pessoa, dormindo melhor e se conectando com você, tudo vai render melhor na sua vida”, detalhou.

Flávia trabalhou no time de Itajaí, na disputa da Superliga C (Foto: arquivo pessoal)

Sempre atenta e preocupada com o outro, Flavia hoje está completamente realizada em poder ajudar atletas e ainda encontrou uma forma de não se distanciar do vôlei, que foi sua vida por tantos anos – Flávia inclusive já conseguiu conciliar as duas paixões quando trabalhou como massoterapeuta no time de Itajaí, que disputou a Superliga C, a convite da diretora, Elisangela.

“O fato de querer ser vista de uma maneira um pouco mais inteira me levou a buscar ferramentas para que eu pudesse gerar isso na vida das pessoas. Me ajudou muito no momento de parar de jogar, pois eu estava num conflito muito grande. A gente acha que só sabe jogar voleibol e não é verdade. Descobri que posso ser boa em outras coisas”, concluiu Flávia, deixando um recado importante para quem atravessa ou está prestes a passar por essa fase.

Contato: https://www.instagram.com/euflaviaassis/