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Ex-fisio da seleção e auxiliar em Tóquio, Fiapo agora é treinador

Já contamos por aqui que o ex-fisioterapeuta da seleção brasileira masculina de vôlei, Guilherme Tenius, o Fiapo, buscou novos desafios logo depois dos Jogos do Rio-2016, se mudou para os Estados Unidos e obteve sucesso ao ser mais uma vez campeão olímpico, dessa vez no vôlei de praia, com a dupla norte-americana April Ross e Alix Klineman. E Fiapo não parou por aí. Inquieto, ele vem conseguindo êxito também na carreira de técnico.

Embora ainda atuando como fisioterapeuta, em um ritmo bem menor do que no Brasil, Fiapo tem direcionado sua carreira para a parte técnica. Atualmente dirige adolescentes de 14 a 17 anos em um clube que conta com um sistema bem diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil.

“Aqui o clube é privado. O que eu trabalho é o maior da Califórnia e as crianças pagam para jogar. Os pais investem durante os anos do high school e, ao final desse período, tentam uma bolsa de estudos em uma universidade. Funciona assim. É uma tentativa de que as crianças desenvolvam e consigam depois estudar de graça. Isso inclusive aconteceu com a minha filha mais velha, Renata”, explicou Fiapo.

Conhecimento, o treinador certamente adquiriu ao longo de tantos anos de experiência ao lado de Bernardinho, um dos melhores do mundo. A experiência vai sendo alimentada aos poucos, mas Fiapo já pode comemorar o retorno super positivo que recebe dos atletas e dos pais. 

Fiapo com os atletas no clube onde é técnico atualmente (Foto: arquivo pessoal)

Questionado se há uma inspiração em Bernardinho, Fiapo é direto: “na verdade, eu imito o Bernardinho”, se divertiu. “Bebi da melhor fonte por muito tempo, né. É claro que dentro da minha maneira de ser e trabalhar, mas tudo o que eu aprendi no vôlei foi com ele. Tiro também uma coisa ou outra com os técnicos que tive quando era atleta, mas o que eu faço é basicamente o que o Bernardo faz, o que o Tabach faz, o Rubinho faz, o Chico faz”.

Os nomes mencionados por Fiapo são todos que fizeram parte da comissão técnica de Bernardinho na seleção brasileira multicampeã.

“Fui pegando a maior parte do que o Bernardo faz e tentando juntar o que os outros faziam e tudo é muito diferente do que eles fazem aqui. Por isso, o meu trabalho é uma novidade e também por isso, num primeiro momento foi recebido com o pé atrás”, lembrou Fiapo.

Mas o treinador brasileiro manteve a filosofia intrínseca a ele e o trabalho vem dando os primeiros resultados e agradando a todos.

“Meu ritmo de treino é totalmente diferente do que é feito aqui e isso agrada aos pais dos atletas. Claro que eu tenho limitações. Não tenho um staff tão bom, tenho um ou outro que me ajuda, mas eu que subo no caixote e vou dando o treino. A grande maioria das coisas que eu faço aqui é o que eu vi os caras fazendo por tantos anos na seleção”, concluiu Fiapo.