Vera Mossa foi apontada como musa. Foi craque. Foi ídolo. É mãe de um ícone do vôlei brasileiro. É mulher e uma das mais importantes da modalidade. Vera Mossa é representante e personagem significativo aqui Na Nossa Rede neste dia tão especial: 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
Nesta terça-feira (08.03), ela chega expondo muito mais do que a ex-atleta renomada ou a mãe do levantador Bruninho. Vera significa representatividade, liberdade de expressão, garra, vontade própria, independência e tudo mais que a mulher quer e deve buscar no dia a dia.

De ídolo do passado a uma mulher extremamente atual, Vera Mossa faz questão de destacar que a realização na carreira e a felicidade na vida pessoal sempre estiveram interligadas ao longo de sua trajetória.
“A minha carreira sempre teve muita importância na minha vida pessoal. Acho que a minha realização como jogadora influenciou muito na minha realização como pessoa. Sou muito grata por ter conseguido realizar meus objetivos de ser uma jogadora de seleção, ter representado o Brasil em três Olimpíadas e isso é uma realização não só pessoal, como profissional. Estar respondendo essa pergunta hoje, no Dia Internacional da Mulher, é bem interessante porque acho que a gente conseguiu dar esse recado. As mulheres são capazes, nessa luta diária que a gente tem, de conseguir cada vez mais espaço”, afirmou Vera Mossa.

Presença forte na comunicação, em especial através de suas redes sociais, Vera não foge da sua responsabilidade como pessoa, como ser humano. Ela demonstra todas as suas preocupações, expõe seus ideais e acredita que todos deveriam fazer o mesmo pelo bem do país.
“Acho que todos têm esse dever social de se posicionar. Todo atleta, todo cidadão precisa se posicionar politicamente e, mais do que isso, precisa se interessar. Esse aqui é o nosso país. Me preocupo muito com o país como um todo. Quando me posiciono politicamente estou externando isso, estou colocando essa minha preocupação com o meu país, com as pessoas, a sociedade, com a comunidade. A gente tem que ter claro que precisa se informar para poder ter esse posicionamento, principalmente se informar nos meios corretos, que não divulgam notícias falsas. Apoio totalmente o posicionamento politico de todos os cidadãos”, enfatizou.
Para formar a personalidade que tem hoje, e que faz questão de externar, a ex-atleta conta com tudo o que viveu ao longo dos anos. Vera Mossa gosta de lembrar da sua história e de tudo o que vivei até hoje.
“Eu tenho uma nostalgia e isso é uma coisa boa. Tenho ótimas lembranças do tempo em que eu jogava, mas é algo que não me dói. Eu só tenho boas lembranças de tudo o oque eu vivi. Foi incrível, e adoro lembrar de tudo isso, de todas as histórias”, contou.

Justamente por isso, fica impossível separar um bom momento, o melhor dia da sua carreira, uma conquista inesquecível. Muito do que viveu foi importante. “Foram vários momentos felizes. Sempre quando estávamos defendendo o Brasil, as Olimpíadas foram muito marcantes, principalmente a primeira, que eu era muito nova e nem imaginava estar ali em uma primeira viagem internacional. Foram muitos momentos marcantes. É difícil escolher um. Também foi incrível o período de sete anos que fiquei na Supergasbras, no Rio. Foi uma relação com aquela camisa, com aquela torcida, com aquela equipe, tudo foi muito bacana para mim”, lembrou.
Título de musa por uma nova perspectiva
Vera Mossa disputou sua primeira edição de Jogos Olímpicos com 15 anos, em Moscou-80 (depois ainda jogou em Los Angeles-84 e Seul-88). Apareceu para o público, se tornou um ídolo e, como consequência, passou a ser apontada como musa – a primeira do vôlei brasileiro. Natural que, na época, aquilo não agradasse tanto. Afinal, uma jogadora de vôlei quer ser respeitada por sua qualidade dentro de quadra. E foi exatamente assim que aconteceu com Vera.
“Esse título de musa me incomodava um pouco na época. Eu queria ser reconhecida pelo meu talento, pelo que eu jogava, pela minha performance como jogadora. Não queria ficar sendo admirada só pela beleza. Ser bonita ou não, realmente era algo que não me importava”, contou Vera Mossa.

Mas, hoje, com 57 anos e dona de uma personalidade admirável, Vera revê a questão e passa a tirar pontos positivos da história.
“Por outro lado, acho que foi importante porque, vendo hoje, a gente sabe que, de alguma forma, todos os esportes precisam de ídolo. O fato de ter sido musa contribuiu também para mais pessoas assistirem e gostarem de vôlei. Acabou sendo positivo de alguma maneira. Hoje eu lido bem com isso”, destacou.
Mulher realizada, mãe orgulhosa
Vera Mossa tem três filhos: Edinho, Bruno e Luisa. O orgulho dos três é o mesmo. Mas, claro, como estamos em um site de vôlei, inevitável que o único dos três que seguiu profissionalmente a trajetória da mãe e do pai, Bernardinho, no vôlei seja o mais comentado. Bruninho, então, se torna um personagem importante, mas coadjuvante no dia de hoje (por favor, fãs do Bruninho, me entendam… risos).

Apesar de não acompanhar os jogos no dia a dia, Vera, é óbvio, está sempre ligada nos jogos do filho. “Estou acompanhando muito pouco o vôlei atualmente. Vejo mais o Bruno porque não tem como, claro, mas não vejo direto o vôlei feminino. Acompanho mais as competições internacionais e do Bruno. Mas, adoro ver um jogo bem jogado e ainda curto muito ver a evolução das meninas e algumas jogadoras que despontam”, contou Vera.
Ser mãe de um ídolo, um dos maiores em atividade, é algo que ainda gera estranheza mesmo depois de ver Bruninho se tornar um atleta consagrado e absolutamente querido pelos outros jogadores e pela torcida brasileira.

“Olha, essa história de ter sido ídolo e ter um filho ídolo é muito louca. Nunca passou pela minha cabeça que isso pudesse acontecer, apesar de sempre ter apoiado e torcido muito pelo Bruno. Ele sempre quis muito ser jogador e se realizar como jogador. Eu não tinha essa preocupação dele ser ídolo, assim como eu não tinha quando jogava. Eu só consigo ficar muito feliz por ele, por ter conseguido realizar todos os sonhos. A única coisa que toda mãe quer e que o filho seja muito feliz e eu me sinto assim, muito feliz por ele”, concluiu Vera Mossa.