A pré-temporada de um atleta é sempre muito importante. E quando esse atleta é filho de uma ex-jogadora de vôlei, é lógico que ela vai estar presente neste momento. E assim tem sido os últimos dias do levantador Cristiano, que jogou as duas últimas temporadas pelo Vôlei Renata e está se transferindo para o voleibol polonês em breve. Cris recebeu as orientações de perto de Eth Torelli, ex-jogadora que atuava na mesma posição, e, de quebra, ainda participou do torneio da escolinha da mãe.
Claro que os jogos pela competição interna da escolinha que fica em Macaé (RJ) não serviram exatamente como uma preparação. Cristiano estava ali muito mais como uma inspiração para os alunos do que como um atleta profissional, mas a diversão e o prazer estavam garantidos.

“Foi o Torneio de Inverno e participei na turma do avançado da escolinha. Esse grupo leva em consideração mais o nível da galera do que a idade em si. É uma turminha que tem mais facilidade, que já joga com a rede do tamanho do feminino, sem muita restrição”, contou Cristiano, que não deu tudo de si nos jogos.
“Claro, joguei segurando o braço, mas foi muito legal estar ali com eles e com a minha mãe”, brincou o levantador. “A escolinha conta com alunos a partir de 13 anos e o mais velho tem 20. Tem bastante gente nessa faixa de idade e fizemos um torneio de quarteto e foi bem interessante”, complementou.
Além do torneio, Cristiano tem aproveitado a praia para, aí, sim, fazer um trabalho mais forte de preparação nesta pré-temporada. Sempre com Eth por perto, dando dicas que o filho faz questão de aproveitar.
“Estar ali no torneio foi legal e acaba ajudando por ter um contato com a bola, mas, além disso, tenho jogado na praia e feito trabalho físico como preparação. A minha mãe sempre está junto, a gente troca ideia, ela observa tudo e sempre me ajuda”, contou Cristiano.

Orgulhosa, Eth demonstra todo o prazer de ter o filho por perto e, neste momento, ajudando no projeto que é motivo de muita satisfação pessoal.
“Tenho um orgulho enorme de trabalhar com a modalidade que fez parte da minha formação e da construção da minha vida. Poder colocar toda essa expertise de tantos anos jogando e depois me qualificar, me formando em Educação Física, não poderia ser melhor”, contou a ex-levantadora.
E se tocar a escolinha já dá uma satisfação grande, imagina aliando esse trabalho a presença do filho que, justamente por causa da carreira no vôlei, passa muito tempo longe.
“Esse momento raro da presença do Cristiano por aqui só engrandece o trabalho. A gente troca informações, bate papo, faz comentários a respeito dos alunos, o que pode melhorar, ele traz ideias novas, então é um grande parceiro e a presença dele faz muita diferença aqui”, afirmou Eth.
A Escolinha Eth Torelli existe há 15 anos em Macaé e é um projeto solidificado, onde a ex-levantadora coloca todo o seu amor. “Eu amo o que eu faço, tenho o maior prazer e, mais do que qualquer outra coisa, eu foco em pessoas. Fico bem feliz de fazer esse papel, dando essa contribuição na construção desses jovens”, concluiu Eth