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Atual vice-campeã do mundo, seleção estreia nesta sexta no Mundial

A seleção brasileira masculina de vôlei sempre entra em quadra notada como uma das maiores forças do mundo em qualquer competição. E no Campeonato Mundial 2022 não é diferente. O Brasil estreia nesta sexta-feira (26.08) na posição de tricampeão mundial e atual vice-campeão do mundo e o primeiro duelo será contra Cuba. O confronto será às 6h (Horário de Brasília), em Ljubljana, na Eslovênia, com transmissão do sportv2.

Na edição passada, a seleção masculina foi superada na final pela Polônia em uma edição onde o técnico Renan não pôde contar com nomes como os ponteiros Lucarelli e Maurício Borges, que estavam lesionados. O respeito a camisa amarela é constante em todo o mundo, em todas as seleções adversárias, em especial em uma competição com o peso de um Mundial.

Nesta edição entram na disputa os 24 primeiros colocados do ranking mundial que estão divididos em seis grupos de quatro equipes. Logo depois da primeira fase, classificam os dois primeiros de cada grupo, ou seja, 12 seleções, e mais os quatro melhores terceiros colocados, totalizando 16 equipes na segunda fase, que já é eliminatória.

A seleção brasileira manteve a mesma base que jogou a VNL (Foto: VolleyballWorld)

O novo sistema foi criado em cima da urgência pela troca de sede, já que o Mundial seria na Rússia e passou a ser dividido entre Eslovênia e Polônia.

A estreia contra Cuba preocupa. Depois de um tempo sumida do cenário internacional, por uma série de situações, a seleção cubana foi campeã dos dois campeonatos que disputou recentemente: a Challenger Cup, classificatória para a Liga das Nações, e a Copa Pan-Americana, onde ganhou sem perder nenhum set. Renan sabe que vem pedreira logo de cara.

“É um time que saca muito bem e essa foi a diferença na Challenger Cup e na Copa Pan-Americana. O saque deles é sempre uma arma extremamente perigosa. Todo cuidado é pouco. É um jogo muito importante por ser a estreia do Campeonato Mundial, pela manhã, e estudamos o time deles baseado no que fizeram nessas duas competições”, contou o técnico da seleção brasileira.

Renan aposta em uma estreia difícil contra Cuba (Foto: Clarissa Laurence/Na Nossa Rede)

Renan e sua comissão técnica esmiuçaram o primeiro adversário no Mundial e sabem bem sobre o que vão enfrentar.

“O jogo deles é baseado na força. Eles têm como referência os dois ponteiros e o oposto. Um ponteiro muito conhecido de todos nós, o López, que joga no Sada Cruzeiro, com potencial de ataque e saque impressionante. Hoje provavelmente o saque mais veloz, mais rápido e mais forte do mundo. Então, se torna uma arma extremamente eficiente deles”, disse Renan.

O treinador da seleção brasileira masculina “A gente começou falando do ataque dos dois ponteiros que são fortíssimos, surgindo pelo meio também em uma pipe muito boa. É uma seleção extremamente perigosa e muito agressiva no ataque e no saque”, concluiu Renan.

Wallace de volta

Wallace está motivado para buscar o ouro nesta edição do Mundial (Foto: Marina Ziehe/COB)

Após suspender a aposentadoria para ajudar a seleção brasileira, Wallace agora tem mais uma chance de buscar a medalha de ouro. O oposto, que disputou os mundiais de 2014 e 2018, havia anunciado que não jogaria mais pela seleção para curtir a família, aceitou o convite do técnico Renan depois da lesão de Alan. E depois de aceitar, ele quer ir até o final.

“Quero ajudar a seleção a buscar esse título mundial. Eu participei de dois (Mundiais), e nos dois fiquei com a medalha de prata. Agora tenho mais uma chance. É mais uma faísca que queima aqui dentro, que me motiva para estar aqui e tentar buscar esse título. Tenho certeza de que todos que estão aqui tem essa mesma gana, essa mesma vontade de conquistar esse título”, afirmou o oposto brasileiro.

Leal de volta 12 anos depois

Depois de jogar o Mundial por Cuba, Leal agora é Brasil (Foto: Clarissa Laurence/Na Nossa Rede)

O ponteiro Leal é um dos personagens principais para este jogo de estreia do Brasil. Em 2010, o ponteiro foi vice-campeão mundial com apenas 21 anos vestindo a camisa de Cuba, em uma final contra o Brasil. Desta vez, a partida de estreia na competição envolve exatamente as mesmas seleções, e Leal estará com a camisa do Brasil. Nesses 12 anos muita coisa aconteceu e o jogador se naturalizou e se tornou brasileiro.

“Acho que vai ser legal. É o meu trabalho. Agora estou defendendo a seleção brasileira, então, tenho que fazer o melhor, não pensar em quem está do outro lado da quadra e fazer o meu melhor jogo”, afirmou o ponteiro da seleção brasileira.

Grupo completo

A seleção brasileira masculina está na Eslovênia com os levantadores Bruninho e Fernando Cachopa; os opostos Wallace, Felipe Roque e Darlan; os centrais Lucão, Flávio e Leandro Santos; os ponteiros Leal, Lucarelli, Rodriguinho e Adriano, e os líberos Thales e Maique.

Na comissão liderada por Renan estão os assistentes Ricardo Tabach, Carlos Schwanke e Juba Ribas; o preparador físico Renato Bacchi; o fisioterapeuta Matheus Cardoso dos Santos; o massoterapeuta Kleevans Albuquerque, o analista de desempenho Henrique Modenesi, o médico Felipe Malzac, e o supervisor Fernando Maroni.