Aos 27 anos, Rosamaria carrega o título de maior personagem de uma edição de Jogos Olímpicos. Foi em Tóquio, cidade que está marcada para sempre no coração da jogadora. E não poderia ser diferente. Foi do outro lado do mundo que a ponteira/oposta faturou a medalha de prata com a seleção brasileira e encerrou a competição com essa marca ao ser eleita por votação popular em enquete realizada no site Ge.com.
Por essas e outras, Rosamaria sabe da responsabilidade que carrega. Cada frase, cada brincadeira, cada post são inspecionados com atenção pelos fãs que simplesmente idolatram a jogadora. E se você pensa que ela sente isso como um peso, se engana. Com maturidade, Rosa é ciente dessa responsabilidade e usa dela para evoluir.
O número de 1 milhão e 200 mil seguidores, muitos que chegaram justamente depois dos Jogos Olímpicos, impressiona, mas Rosamaria não passou a ter alguma preocupação diferente em razão disso.
“Eu já pensava sobre isso antes mesmo de toda essa exposição=. A gente sabe que nunca vai agradar todo mundo, mas eu sempre penso em seguir os meus princípios, tentar não desrespeitar ninguém, ou ofender alguém. Sempre tento ser muito transparente na rede social. Essa é uma responsabilidade que eu tenho orgulho de carregar. Eu quero ser cada vez melhor para que essas pessoas tenham orgulho de serem minhas fãs. É algo que me faz melhorar, querer ser cada dia melhor como pessoa”, afirmou Rosamaria.
Após diminuir a agitação pós-Tóquio, a atleta segue feliz. Satisfeita morando e jogando na Itália, sem sentir nenhum tipo de problema no dia a dia, Rosa não planeja voltar a jogar no Brasil em breve.
“Penso em voltar, mas um pouco mais para frente. Tudo pode acontecer, claro, mas hoje, seguindo o que eu gostaria, eu fico aqui fora mais um pouquinho, pretendo ganhar mais experiência talvez em outras ligas, conhecer outras culturas. Me vejo voltando para o Brasil, mas talvez não agora”, disse Rosamaria.

A jogadora valoriza o fato de morar na Itália, e não só pelo fator quadra. Vivenciar todos os dias uma cultura diferente é considerado enriquecedor e encanta Rosamaria.
“A gente estar aberta a entender a cultura de outro povo, a mentalidade, porque eles fazem certas coisas diferentes da gente nos acrescenta muito. Quando eu vim para fora, sabia que eu tinha que entender que a estrangeira era eu e que eu tinha que saber me adaptar. Isso me fez crescer muito como pessoa e como atleta. E isso me fascina. Cada dia aprender uma coisa diferente dentro ou fora de quadra. É o tipo de experiência de vida que planejei”, contou.
Planos, inclusive, são presentes na vida de Rosamaria. A atleta colocou como meta ser uma das 12 jogadoras no grupo do técnico José Roberto Guimarães em Tóquio e contou que já traçou o mesmo objetivo para Paris-2024.
“Todos os planos que faço e fiz, o caminho que projetei, tudo sempre é pensando em ter espaço na seleção, pensando em poder representar o país. A opção de vir para fora e evoluir como atleta é para ter uma oportunidade na seleção brasileira, que é o maior orgulho que a gente pode ter. Já penso em Paris, claro. Assim como tracei um caminho porque eu queria muito estar em Tóquio, eu também tracei porque quero muito estar em Paris. Estar aqui fora, conhecer as meninas, jogar com muitas nacionalidades diferentes, muitas escolas de voleibol diferentes, acrescenta muito. Está tudo dentro dos planos para estar em Paris”, disse Rosa.

Ouça a própria Rosamaria contando isso tudo e muito mais. Confira esse bate-papo completo: