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Vinícius Freitas utiliza experiência em Tóquio para impulsionar rumo a Paris

Vinícius Freitas viveu uma experiência olímpica mesmo sem estar classificado para os Jogos de Tóquio. E se você está pensando como isso é possível, a gente te explica. O jogador foi para o outro lado do mundo como sparing, um auxílio de luxo para as duplas brasileiras. Vinícius ajudou nos treinos dos dois times masculinos (Alison/Álvaro Filho e Bruno/Evandro) e vivenciou quase tudo igual aos atletas que estavam ali, de fato, para representar o Brasil.

Passado um tempo, Vinícius, de 26 anos, conseguiu absorver e, acima de tudo, aprender com tudo que presenciou no Japão. A experiência, segundo o atleta, foi única, inesquecível e ainda mais incrível do que ele imaginava antes da viagem.

Confiante no seu jogo, Vinícius tem tudo para atender as expectativas depositadas pelos técnicos sobre ele. Apontado como uma revelação há poucos anos atrás, o jogador vem se firmando cada vez mais no cenário e espera crescer ainda mais. Daqui a três anos, afinal, ele espera estar dentro de quadra quando o árbitro apitar o início do jogo em Paris.

Vinícius em ação pelo Circuito Brasileiro (Foto: William Lucas/Inovafoto/CBV)

– Você viveu uma experiência olímpica mesmo sem estar classificado. Como foi vivenciar Tóquio ao lado de grandes atletas?

Foi uma experiência única. Quando fui convidado, fiquei muito feliz com a oportunidade. Sabia da responsabilidade de estar ali ocupando essa vaga e do quanto isso iria agregar como experiência. Mas tudo foi muito maior e melhor do que as expectativas que eu tinha. Não dá para imaginar o sentimento ou dimensionar aquela vivência. Só quem já esteve em uma olimpíada sabe o quanto aquilo tudo é incrível e único.

– Você ainda é novo e já se destaca no cenário, sendo apontado como uma estrela do futuro. Como você reage a isso e se prepara para confirmar essa expectativa?

Lidar com as expectativas das pessoas nem sempre é fácil. Escolho levar sempre paro lado bom da coisa. Eu acredito muito em mim, e se as pessoas também veem um grande potencial, é um incentivo a mais pra me impulsionar a batalhar pelos meus objetivos.

– O seu sonho é estar em uma olimpíada dessa vez como atleta participante mesmo? Vai ser em Paris?

Depois de Tokyo 2020 acendeu ainda mais a minha vontade de estar em uma olimpíada jogando. Fiquei muito inquieto e instigado por estar naquele evento e não estar dentro de quadra competindo como amo fazer. Quero viver o auge do que o esporte pode me proporcionar. E o auge, pra mim, é jogar uma olimpíada. Paris 2024 é meu objetivo. Mas é só a pontinha do iceberg, durante o caminho tenho alguns objetivos a serem conquistados e eu estarei trabalhando muito para isso.

– E, óbvio, não podemos deixar de falar da explosão que aconteceu quando a Anita te elogiou nas redes sociais durante a olimpíada. Como você ficou sabendo e isso mudou alguma coisa na sua vida? Aumentou o número de seguidores, por exemplo?

Esse momento me deu um gostinho especial na experiência em Tokyo (risos). Onde que eu iria imaginar que a dona do Brasil iria me notar? E melhor: me stalkear. Quando abri o Instagram, dei de cara com uma enxurrada de mensagens, comentários, seguidores, matérias em jornais e assuntos de páginas de fofoca. Tudo que aquela mulher faz gera uma repercussão enorme. Foi um acontecimento muito engraçado, me diverti e aproveitei muito toda essa resenha. Mas, o auge mesmo foi quando vi uma mensagem dela no direct, foi um soco no estômago. Estava almoçando na hora e não consegui mais comer, a comida não descia de jeito nenhum. Demorei uns minutos para me recompor (risos).

O atleta sonha com Paris-2024 (Foto: Ana Patrícia/Inovafoto/CBV)