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Cearenses demonstram orgulho em representar o Brasil no Sul-Americano de base

A oposta Larissa, o árbitro Alessandro Moreira e o supervisor Caetano Rocha não exercem a mesma função, mas os três estiveram juntos como representantes brasileiros e cearenses nos campeonatos sul-americanos de base na temporada 2022. A jogadora e o supervisor ainda estiveram presentes em dose dupla: na competição sub-19 e na sub-21.

Larissa, de 17 anos e 1m90, é jogadora do Gerdau Minas, de Belo Horizonte (MG), e conquistou o título sub-21 no Peru, em agosto, e ficou com a medalha de prata no sub-19, neste mês de outubro, na Bolívia. Tudo foi absorvido pela jovem jogadora como um enorme aprendizado para a sua carreira.

“Foi uma experiência inesquecível. Participar da sub-21 foi incrível, me acrescentou muito como jogadora e a troca de experiência com as mais velhas também foi maravilhosa. E depois poder ter a oportunidade levar tudo isso para o sub-19 foi muito bom também”, contou a oposta cearense.

Caetano Rocha, supervisor das duas categorias de base femininas do Brasil, também demonstrou toda a sua satisfação em fazer parte desse trabalho de extrema importância de formação de atletas.

“Depois da minha família, o meu maior orgulho é representar o Brasil. Quando represento o Brasil, represento o meu estado, meus treinadores, os clubes que treinei e dei treino, meus atletas e a pessoas que acreditaram na minha força de trabalho. Espero continuar contribuindo para o voleibol do Brasil e do Ceará”, afirmou Caetano.

Caetano e Larissa com o troféu do Sul-Americano sul-19 (Foto: arquivo pessoal)

Sem vestir o uniforme do Brasil, mas também atuando como um nobre representante do país, o árbitro Alessandro Moreira destacou que esta é uma função que também exige preparo e, consequentemente, orgulho.

“Cada convocação para uma competição internacional é a realização do sonho de uma vida inteira. Este Sul-Americano sub-19 apresentou uma característica nova para mim, a altitude, e esta experiência me trouxe muitos aprendizados. Não diferente de um atleta ou técnico, um árbitro que chega a essa notoriedade, a cada evento que representa seu estado e país, faz com que haja um aumento de seu reconhecimento. Isso é importante e ajuda as federações, pois gera o interesse na atividade que precisa de constante renovação”, comentou Alessandro.

O árbitro cearense ainda chamou atenção da importância de estar em competições internacionais para que sua federação, a Federação de Voleibol do Estado do Ceará, também ganhe destaque.

“Quando isso acontece de forma cíclica e contínua motiva o árbitro, leva o mesmo a estar presente em competições cada vez maiores e, conjuntamente, exalta o nome de sua federação, no meu caso a FEVECE, e do seu estado”, concluiu Alessandro Moreira.

Alessandro Moreira pouco antes de jogo pelo Sul-Americano sub-21 (Foto: arquivo pessoal)