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Brasileiros relembram conquistas que os colocaram na história do Mundial

No dia em que o Brasil, mais especificamente Betim (MG), recebe a super semifinal do Campeonato Mundial de Clubes masculino, temos aqui Na Nossa Rede grandes atletas brasileiros que entraram para a história da competição. Quatro deles foram campeões: Renan, em 1990, Rapha, de 2009 a 2012, Leandro Vissotto, em 2009, e Riad, em 2010. Esses atletas se destacaram por clubes italianos antes mesmo do Sada Cruzeiro ser o primeiro clube brasileiro a levantar o troféu de campeão.

Entre eles, Riad está novamente em mais uma edição, desta vez com o Vôlei Funvic Natal e tendo o time por onde foi campeão, Trentino, da Itália, como adversário. A experiência é diferente. São 10 anos de diferença entre uma disputa e outra e agora, bem mais maduro, o central está vivenciando tudo de outra forma.

“Foi uma experiência única e emocionante para mim porque o Mundial tinha sido extinto. E eu via os vídeos dos mundiais anteriores e me imaginava um dia jogando também. E consegui não só jogar, como ser campeão. Agora, mais de 10 anos depois é uma satisfação muito grande estar de volta a um Mundial de Clubes. Não imaginei que pudesse voltar a participar de mais um campeonato dessa dimensão. Estou muito feliz por estar de novo aqui e também por rever grandes amigos que estavam comigo naquele título de 2010”, contou Riad, que, na época, dividia quadra com Juantorena e Kaziyski.

Leandro Vissotto também foi campeão pelo Trentino, também com esses dois jogadores, e tem recordações bem carinhosas dessa experiência divida com jogadores que também estão na edição 2021 do campeonato.

“Foi muito legal porque desde 92 não tinha essa edição e eles voltaram em 2009, quando conquistamos a vaga depois de ter sido campeão europeu. E esse Mundial teve uma particularidade de ter o primeiro ataque pelo fundo. Os times russos, poloneses e italianos tiveram muita vantagem pelo vigor físico. Nosso time era eu, Kasiyski, e Juantorena atacando pelos lados e o time tinha vantagem nesse formato. Foi muito competitivo e uma experiência incrível que ficou marcada para todo mundo que fazia parte. Hoje vejo o Kasiyski e o Juantorena jogando novamente e é muito bacana”, relembrou Vissotto.

O oposto brasileiro ainda destacou a importância do voleibol brasileiro neste cenário. “Além disso, fico feliz do Brasil ter conquistado seu espaço com o Sada Cruzeiro ganhando três edições e feliz de ter sempre brasileiros representando bem, seja com um clube ou pelos times do exterior, e fazendo história para o nosso esporte”, comentou Vissotto.   

Vissotto foi campeão mundial pelo Trentino em 2009 (Foto: arquivo pessoal)

E falar em Campeonato Mundial de Clubes, em fazer história nessa competição é, automaticamente, falar em Rapha. O levantador brilhou pelo Trentino. Além de ter sido campeão quatro anos seguidos, comandou o grupo que subiu ao degrau mais alto do pódio vencendo todos os jogos. Sim, todos nos quatro anos: 2009, 2010, 2011 e 2012.

Se você acha que isso já é um absurdo de importante, Rapha ainda foi eleito o melhor levantador também nestas quatro edições do Campeonato Mundial de Clubes. O jogador chega a se emocionar quando fala sobre essas lembranças.

“Foi realmente uma experiência muito bacana. O mais legal é que quando eu comecei a jogar, em 92, foi o ano do último do Mundial de Clubes. Tinha Banespa, Pirelle, os times do Brasil que representavam, mas que não tinham conseguido ser campeões. Os times italianos dominavam na época. Em 2009, voltaram com o Mundial e, para mim, foi muito especial. Poder realizar algo que eu sonhava desde moleque, quando eu fiz a peneira no Banespa, sempre ouvindo falar em Mundial de Clubes, e estar ali jogando foi muito especial”, contou Rapha.

“A gente começou um ciclo onde de 2009 a 2012 ganhamos todos os mundiais sem perder um jogo. Fomos tetracampeões mundiais invictos. E foi muito legal ter jogado e sido campeão com o Vissototo em 2009 e depois com o Riad em 2010 e 2011. Havia uma espera mundial pela volta do Mundial de Clubes e estar lá e ser campeão e foi realmente muito gratificante”, concluiu Rapha.

Rapha e Riad comemoraram juntos o título em 2010 (Foto: arquivo pessoal)

Aí, então, veio a grande fase do Sada Cruzeiro. O time mineiro foi o primeiro time que não era italiano a ser campeão mundial, em 2013. Depois, levantou a taça em 2015 e 2016 e segue atualmente como único sul-americano a vencer um Mundial de Clubes.

Bruninho completou seu quadro de títulos ao conquistar o Mundial de Clubes em 2019. O capitão da seleção brasileira comemorou em casa, também em Betim, e, claro, destacou este ponto como importante nesta conquista. “Foi muito especial ter vencido esse mundial e ter sido no Brasil. Apesar de jogar por um time italiano, ter minha família por perto, no título que faltava pra mim, foi realmente inesquecível”, disse o levantador.

No mesmo time estava Leal. O cubano naturalizado brasileiro viveu essa experiência em diferentes situações: primeiro pelo Sada Cruzeiro e depois pela Lube Civitanova. “A experiência foi muito boa. Eu fui três vezes campeão pelo Sada e uma pela Lube. Ser campeão pelo clube italiano foi importante porque fui parte da primeira conquista da Lube. Fico muito feliz por esse grande resultado, mas ninguém apaga os três Mundiais do Sada Cruzeiro. A gente tinha um grande time, que só jogava no Brasil, e ganhou de times super fortes na Europa. Fico feliz por somar isso a minha carreira e, quem sabe um dia a gente consiga jogar e buscar um título também para Modena”, disse Leal, sobre seu atual time.

Leal e Bruninho, às esquerda, entre os melhores do Mundial 2019 (Foto: FIVB)

Daqui a pouco, a partir das 17h, tem a semifinal do Campeonato Mundial de Clubes 2021. Às 17h, confronto italiano entre Civitanova e Trentino e, às 20h30, duelo brasileiro entre Vôlei Funvic Natal e Sada Cruzeiro – ambos no ginásio Divino Braga, em Betim, e com transmissão do SporTV 2. O time mineiro é tricampeão mundial e foi o primeiro clube de fora da Itália a conquistar este título.