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Fã e amiga, Márcia Masferrer é uma privilegiada no vôlei

Ser apaixonada por voleibol não é muito difícil, vai… Esse é um esporte que encanta pela plasticidade das jogadas, pela competitividade, alegria, e também, e muito, pelas pessoas. Como as pessoas são gente boa no vôlei, né?! Seja atleta ou comissão técnica, se você começar a acompanhar a carreira desses ídolos, eu te digo: você vai se apaixonar. E é essa a historinha da Márcia Masferrer. A paulistana descobriu a modalidade há anos, quando estava na escola, mas, desde 2012, quando tinha 41 anos, passou a acompanhar bem de perto e, obviamente, se apaixonou.

Apesar de ter nascido e morar em São Paulo, Márcia é torcedora do mineiro Sada Cruzeiro. A distância atrapalha, mas não impede e Márcia acompanha o time sempre que possível, seja em São Paulo ou em Minas Gerais, para onde ela viajava com frequência antes do início da pandemia da COVID-19. Essa torcedora ilustre já esteve em cinco finais de Superliga, sempre atrás do Sada Cruzeiro, e comemorou muitos outros títulos com o seu time do coração.

E sabe porque eu chamo a Márcia de torcedora ilustre?  Dá uma olhada na quantidade de fotos e nas oportunidades que ela já teve de estar junto de tantos ídolos do voleibol:

Entre tantos, eu senti durante o nosso bate-papo que dois são ainda mais especiais e, claro, os dois do time cruzeirense: o atual técnico Filipe, que se tornou ídolo em toda a sua história como vitorioso ponteiro da equipe, e o oposto Wallace, que saiu, jogou em outros clubes, fora do país e nesta temporada retornou ao clube de Belo Horizonte para a alegria de Márcia. Tá bem demais de amigos ídolos, né?! Agora, a própria nos conta como tudo começou.

“Acompanhei toda a trajetória da geração de prata e dali pra frente sempre acompanhei as seleções brasileiras, mas só pela TV. Em 2012 comecei a assistir o Campeonato Paulista e depois a Superliga. Foi quando descobri o Sada. O Wallace me chamou atenção demais ali quando estava no início da carreira dele no Sada Cruzeiro e fiquei encantada com o jeito dele jogar. Parecia um cubano atacando”, recordou Márcia.

Na sequência, novos jogadores ganharam o coração da torcedora. “Fui conhecendo as outras peças do time e também me encantei com o Filipe, sempre super simpático com os fãs nas redes sociais e nas entrevistas, e adotei o Sada Cruzeiro para ser o meu time do coração. Não sou de BH, mas a partir daquele ano comecei a acompanhar cada vez mais, ir aos jogos em Contagem, nas finais da Superliga e comecei a minha saga de acompanhar sempre que possível”, contou Márcia Masferrer.

E, se hoje ela tem um grupo de torcedoras do time mineiro como amigas, nem sempre foi assim. “No começo eu ia sozinha. Fui para BH em 2015 para a final do Mineiro na cara e na coragem. Nunca tinha feito viagem de avião sozinha e fui assim mesmo. E então fui conhecendo as pessoas no ginásio, também através dos posts no perfil da Sada Cruzeiro, e já conheci o Filipe, o Wallace, o Serginho. Naquele ano tinha o Mundial de Clubes em Betim pouco tempo depois e o Filipe chamou para estar lá. Voltei pata São Paulo e já avisei ao meu marido que estaria em Betim logo depois. E que fique claro que o meu marido me dá a maior força para estar presente sempre que posso”, afirmou Márcia.

 Tirando a turma de Belo Horizonte, a torcedora também firmou companhia para estar nos jogos mais próximos de casa. “Tenho uma amiga mineira que mora aqui em São Paulo e que é fanática pelo Sada. Vamos juntas aos jogos aqui no estado. Sem contar que às vezes consigo levar a minha família também. Já fui com a minha filha, o meu marido, uma sobrinha e com a minha mãe”, contou a fã super especial do Sada Cruzeiro.

A torcida é restrita ao time do coração, mas Márcia assiste simplesmente a todos os jogos da Superliga. “O único tipo de problema que já arrumei com o meu marido foi justamente por causa disso (risos). Durante a Superliga, a televisão é minha. Se tiver jogo, a TV vai estar nesse canal”, se divertiu Márcia.

A seleção brasileira também ganha, claro, a torcida dessa fã tão especial. Ela já foi a diversas partidas do time comandado pelo técnico Renan e também aproveitou para estar bem pertinho dos craques que representam o nosso país. E aí, essa é ou não é uma torcedora privilegiada?