Aos 35 anos, a central Natasha encarou mais um desafio na carreira. Um delicioso desafio, diga-se de passagem. A jogadora, que acumula experiência e ótimos resultados em grandes clubes do cenário nacional, ficou encantada com a oportunidade de estar em um time tão jovem, em sua maioria ainda sub-21, e de disputar a Superliga C – terceira divisão do campeonato brasileiro da modalidade.
Uma das mais experientes de um grupo formado por jovens promessas, Natasha conta, com exclusividade Na Nossa Rede, que estava decidida a parar de jogar. O projeto do Vôlei Taubaté então apareceu e fez tudo mudar. E mudar para muito melhor. A jogadora viveu uma experiência feliz.
Sob o comando do técnico André Bartelega, na semana passada, de 2 a 6 de novembro, a central esteve em quadra com a jovem equipe para colaborar na busca pela vaga na Superliga B de 2022. O título não veio, mas Natasha afirma que toda a experiência foi absolutamente satisfatório.

Como surgiu o convite para Taubaté e o que despertou esse interesse em você?
Ana Flávia (empresária da atleta) falou comigo a respeito do projeto, e eu estava já decidida a parar. Conversei bastante com ela por alguns dias, e saber da seriedade e do intuito do projeto me animou muito e me fez repensar sobre esse fato de não estar mais em quadra.
Jogar uma Superliga C te motivou em que?
Me motivou em poder conhecer pessoas novas, um projeto novo, conhecer um outro lado da Superliga que eu não sabia que existia, e que eu gostaria que todos conhecessem. Nós vivemos só a Superliga A, e há pouco tempo a B tem tido algum destaque também. E aceitar esse momento está sendo enriquecedor. Seria incrível, aliás, se fosse mais divulgado e visto, por que temos tantas meninas boas, que estão buscando seu espaço. Espero que seja um começo para que todos se interessem por todos esses blocos da Superliga.
Você era uma das mais experientes do time – atrás apenas da ponteira Mari Blum, de 37 anos. Você teve essa função de passar toda a sua experiência e conhecimento para o restante do grupo?
Já tem um tempinho que tenho sido a uma das mais experientes (risos). Mas, dessa vez, o tempo que eu tenho de vôlei, elas têm de nascidas. E ver a empolgação e a vontade de dividir tudo em quadra é tão bom. Vou te falar que eu que aprendi com elas. Elas me mostraram o vôlei feliz de novo. Aquele vôlei que você almeja, e poder compartilhar com elas um pouquinho e saber que essa experiência vai somar a carreira delas me fez infinitamente bem.
Então você está curtiu muito esse momento?
Foram as semanas mais enriquecedoras. Tudo me fez querer estar em quadra, e me tornei não só a companheira de quadra delas, mas sim uma fã.
Você comentou que adorou jogar em Taubaté. Por quê? O que foi mais interessante nesta experiência?
Não conhecia a cidade e estou gostando bastante. Confesso que esperei pelo sol, que falaram que tinha e até agora nada, mas tudo bem (risos). E eu fui tão bem recebida que não tem como não gostar e querer estar aqui. O mais interessante é poder viver um novo momento na minha carreira e espero que todo o trabalho feito, desde fora até dentro da quadra, traga bons frutos para todos os envolvidos no projeto. E tenho certeza que a entrega de todos esses frutos virão.