Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Suzano Vôlei conquista título da Superliga C com toque feminino de Fofinha

Ex-ponteira de sucesso no vôlei brasileiro e internacional, Fofinha jogou em grandes clubes do país e ainda passou por ligas do Japão, Itália, Rússia e Turquia. Decidiu se aposentar com 38 anos e o posto de ex-jogadora foi preenchido pelo de mãe. Ela estava na função com Zaki, vivendo em Florianópolis, Santa Catarina, quando recebeu o convite para assumir a supervisão do Suzano Vôlei que tinha como objetivo vencer a Superliga C, classificar para a B e, mais adiante, buscar uma vaga na elite do vôlei brasileiro.

Ana Paula, bem mais conhecida como Fofinha no vôlei, não pensou duas vezes. Se mudou para a cidade paulista e contribuiu para que o primeiro passo fosse dado. O Suzano Vôlei, comandado pelo técnico Alessandro Fadul, bateu o tradicional Santo André por 3 sets a 1, no último domingo (07.11), e garantiu a classificação para a Superliga B 2022. A supervisora ainda não está satisfeita.

“O convite para ser supervisora do time veio do Teruo, que foi meu agente durante minha carreira de atleta e é um dos responsáveis pela concretização do Suzano Vôlei. Demos um primeiro passo, mas falta muito ainda. A superliga C era uma das metas para atingirmos nosso principal objetivo. Vamos ter a sensação de cumprido só depois da Superliga B. O desafio é grande”, afirmou Fofinha.

Rogério Teruo e Fofinha em jogo do Suzano Vôlei (Foto: reprodução Instagram)

A ex-ponteira, hoje com 41 anos, já havia tido uma primeira experiência na função no time de Balneário Camboriú, em 2018, assim que encerrou a carreira de atleta, e foi com o time na mudança de sede para Itajaí. Mas, receber o convite para a mudança de estado e esse novo desafio não foi simples.

“Eu fiquei motivada e com um frio na barriga ao mesmo tempo. Estava morando em Florianópolis, do lado dos meus pais e, no primeiro momento, ir para Suzano sozinha me fez refletir na proposta, mas não demorou muito. Fiquei motivada com a oportunidade de crescimento profissional, uma nova experiência com equipe masculina e por estar assumindo um projeto em uma cidade que tem uma ligação muito forte com o vôlei, projeto com uma responsabilidade muito grande”, explicou Fofinha.

Ter o Zaki ao seu lado aumentou a responsabilidade e o prazer, proporcionalmente. “O meu filho é o meu combustível e quero muito que ele cresça no meio do esporte. Sempre acreditei que quando fazemos o bem, visando o melhor para todos ao nosso redor, recebemos coisas boas em troca. Quando cheguei a Suzano, recebi todo apoio e ajuda para trabalhar e ficar tranquila em relação a ele”, contou a supervisora.

A experiência apresentava logo de cara uma novidade: trabalhar com um time masculino. Fofinha também não conhecia Alessandro Fadul – apenas de acompanhar os jogos – e nada disso se tornou um empecilho.

“Gostei do desafio. Esse é um projeto com expectativas altas por tudo que Suzano representou para o voleibol. Aqui estou estudando, aprendendo com os profissionais que atuam em diversas áreas do projeto. Ser mulher e trabalhar num meio com dominância masculina, poder contribuir para essa mudança e abertura de mercado para mulheres. E não posso deixar de dizer que estava com saudade de São Paulo. Passei muitos anos aqui, tenho amigos, pessoas que sempre foram minha família”.

Fofinha na apresentação oficial do time (Foto: reprodução Instagram)

Aposentar as joelheiras e se dedicar a um trabalho mais burocrático têm sido prazeroso. “Gosto desse trabalho de estar fora das quadras estruturando a equipe, cuidando dos atletas, organizando eventos, campeonatos e poder, aos poucos, ir realizando tudo o que acredito que o esporte pode contribuir na vida das pessoas”, esclareceu Fofinha.

Apesar de ter contribuído para o primeiro passo, a ex-jogadora e atual supervisora quer mais. Fofinha quer ajudar o Suzano Vôlei a chegar ao topo. “Temos muito trabalho pela frente. Com o adulto, nosso objetivo para essa temporada é a vaga da Superliga A. Vamos iniciar as categorias de base ano que vem, com sub-19 e sub-21. Queremos que as pessoas se envolvam cada vez mais com nosso projeto, que a equipe adulta seja novamente orgulho e inspiração para a população”, concluiu ela, que dá o toque feminino em meio ao trabalho diário da equipe paulista.

Caminhada internacional

Como atleta, Fofinha representou o país nas seleções de base. Entre os clubes brasileiros, defendeu o time de Osasco, em São Paulo, Campos e Macaé, no estado do Rio de Janeiro. Em 2005, justamente pela equipe macaense, foi eleita a melhor jogadora do Salonpas Cup, em 2006. Chamou a atenção do cenário internacional e se transferiu para o Japão. Na temporada 2007/2008 jogou na Itália.

Fofinha, então, voltou ao Brasil apenas para disputar o Campeonato Paulista de 2009 pelo time de Osasco e retornou ao Japão. Na sequência, na temporada 10/11, se transferiu para o voleibol russo, onde ficou até 2014. Mais duas experiências internacionais entraram para o currículo: na Turquia, em 2014, e na Indonésia, em 2015.

Comemoração pelo título da Superliga C (Foto: Irineu Junior/Suzano Vôlei)