Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Fotógrafo de luxo, Guilherme Cirino é presença certa nas redes dos atletas

Se você acompanha vôlei, em especial nas redes sociais, você já deve ter visto alguma foto do Guilherme Cirino. E você nem precisa estar entre os quase sete mil seguidores que ele tem no Instagram. É que essas fotos vão parar quase sempre nos perfis dos próprios atletas. Fotos que contam com uma característica própria: focadas mais em vibrações e reações do que exatamente no jogo.

Essa, que se tornou sua marca registrada, surgiu por acaso. Aliás, fotografar também foi algo que chegou a vida de Guilherme de uma maneira inesperada, quando tinha 33 anos, através de um curso de cinema. Como a paixão pelo vôlei já existia desde os tempos de escola, juntar um ao outro foi rápido e fácil.

“Em 2010 eu fiz um curso de cinema que gostei muito, queria seguir na área, mas não deu muito certo. No curso, a gente estudava um pouco de fotografia e eu gostei bastante também. Na época da Olimpíada do Rio, me programei para ir e tive a ideia de fotografar por hobby. Comprei uma câmera e fiz umas fotos”, contou Guilherme.

A partir dali, a novidade emplacou. Guilherme Cirino começou a ser repostado por uma série de atletas e viu sua popularidade crescer. Isso gerou um convite para trabalhar como fotógrafo em um jogo do Campeonato Mineiro, logo depois da Olimpíada. “Ali eu já tinha estudo mais, me aperfeiçoado, corri atrás, pedi credenciamento e fotografei a final do Mineiro de 2016”, lembrou Guilherme.

Foi nesta final que mais uma vez o fotógrafo viu uma foto sua viralizar através do central cubano, Simon, que na época jogada no Sada Cruzeiro. “O Simon repostou uma foto minha, quando ele estava no Sada Cruzeiro, e logo depois teve um Mundial de Clubes, em Betim (MG). Também fotografei e, neste campeonato, vários passaram a repostar”, comemorou.

Entre os reposts, um sempre acaba gerando maior burburinho: “fiquei muito feliz com um repost do Bruninho. Sempre que ele reposta, ganho muitos seguidores e tem uma repercussão grande. E ele sempre é muito educado, agradece pelo material e dá o crédito”, afirmou.

A dimensão da fotografia foi cada vez ficando cada vez maior na vida de Guilherme e, então em 2018, veio a primeira cobertura internacional. E essa foi realmente uma experiência importante na vida do jovem fotógrafo.

“Entre os jogos que fotografei, acho que o mais marcante foi no Campeonato Mundial, na Itália. Era um Brasil x Rússia, e o Brasil estava perdendo de 2 a 0 e virou. Foi muito incrível registrar esse momento. Inclusive em alguns momentos eu tenho que me segurar para não torcer, olhar o rally e acabar perdendo o momento ideal da foto”, contou Guilherme, se divertindo.

E se você pensa que os reposts do material fotográfico se restringiram ao âmbito nacional – mesmo que Simon seja cubano, ele jogava no Brasil – você se engana. Neste Mundial, em 2018, Guilherme Cirino viu suas fotos estamparem perfis de vários jogadores de outras seleções.

“Nesse Mundial foi impressionante. Vi jogadores que eu admiro muito, que sempre acompanhei, repostando as fotos e foi até difícil de acreditar. Algumas, como uma do Lisinac (central da Sérvia), e do Lanza (ponteiro da Itália), se espalharam e eu fiquei muito feliz”, disse o fotógrafo.

Aliás, fotógrafo profissional ainda não. Guilherme conta que ainda não vive desta arte, mas que atualmente, aios 39 anos, sonha  ter seus dias voltados somente para as lentes no horário de trabalho.

“Quando eu comecei, procurei outros fotógrafos de esporte, de vôlei, e via muitas fotos do jogo e pensei que eu gostaria de fazer algo mais do atleta vibrando, ou em um movimento legal, e tentei fotografar esses momentos mais focados no atleta do que no jogo. Começou a ter uma repercussão legal e segui nesse caminho. Acho que o meu olhar é mais apurado para esse lado. Eu gosto muito e tenho o sonho de viver de fotografia. É meio difícil, com a pandemia as coisas começaram do zero, eu tive poucos trabalhos remunerados nessa área, mas penso em seguir essa carreira. Hoje é um hobby de luxo”, concluiu Guilherme Cirino.

Guilherme com a camisa da seleção de vôlei (Foto: arquivo pessoal)