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Serginho troca a joelheira pela calça jeans e estreia como supervisor

A experiência acumulada ao longo e 28 anos de carreira como atleta esta sendo usada de outra forma pelo ex-líbero Serginho. O jogador, que atuou por nove anos no Sada Cruzeiro, segue de alguma maneira dentro do clube, só que agora na função de supervisor do time feminino do Sada/Tambasa/Argos. A novidade vem deixando Serginho super entusiasmado, em especial nesta sexta-feira (21.01), dia da estreia da equipe na Superliga B.

O time mineiro terá o Clube de Regatas do Flamengo como primeiro adversário na partida que será realizada às 16h, no ginásio Hélio Maurício, no Rio de Janeiro (RJ). O supervisor do time está confiante, mas lembra que o convite chegou como uma surpresa.

“O convite foi feito pelo Flávio (Pereira, diretor do Sada Cruzeiro), e me pegou de surpresa. Já sabia que o vôlei feminino precisava de um supervisor, mas como a gente é um projeto incentivado, isso tem que estar previsto. Por isso demorou um pouco até eles entenderem a forma como seria feita a contratação, mas deu certo”, contou Serginho.

Trabalhar com a base é algo que o satisfaz e coincide com a filosofia do clube. “Eles acreditam muito, assim como eu, na base, na participação efetiva da base nos times onde o Sada investe. Temos Rodriguinho, Cachopa, eu, Filipe, Wallace, Isac, muitas pessoas que tiveram muitos anos nesse processo. Rodriguinho e Cachopa foram apostas da base e os mais velhos vieram para dar suporte aos mais jovens”, relembrou o ex-líbero da casa.

Serginho com as atletas na viagem para o Rio (Foto: arquivo pessoal)

Acostumado com o ambiente e conhecendo bem o trabalho realizado pelo Grupo Sada no vôlei, Serginho crê no sucesso também do time feminino na disputa da segunda divisão da Superliga.

“Acredito que a gente tenha um formato vencedor e que vamos conseguir fazer isso no feminino também. É um desafio grande, eu já estou sentindo o frio na barriga, a boca seca, fico tenso na hora de dormir porque a realidade é que eu voltei a disputar. Até então eu não estava envolvido nesse processo e agora estou revivendo um monte de coisas que eu participei durante 28 anos na minha carreira de atleta, mas agora do lado de cá, sem a joelheira e com a calca jeans”, explicou Serginho.

A função de supervisor gera uma enorme responsabilidade e o ex-jogador sabe disso. A responsabilidade esta intrínseca ao craque, mas ele também está recendo ajudas super especiais neste novo momento da carreira.

“O Luis Sales, supervisor há muitos anos do Sada Cruzeiro, esta me ajudando muito, e o Pedro Moska, que percebe que eu ainda sou mais ex-atleta do que supervisor, também. As vezes quero dar uma sugestão para uma atleta e ele me deixa a vontade para isso. Já me disse que tenho muito a acrescentar a equipe, porém eu sei que preciso ficar mais focado nessa área administrativa, mais próximo do que tenho que fazer”, comentou Serginho, citando o técnico do time mineiro.

A colaboração no dia a dia dentro de quadra acaba sendo inevitável, mas o supervisor quer, cada vez mais, atuar realmente na função de supervisor.

“O que eu puder ajudar é legal, mas temos um comisso técnica competente e vou trabalhar para que tudo fique bem feito para que as meninas consigam jogar bem, que é o que interessa”, concluiu Serginho.