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Serginho relembra conquistas com atuais finalistas, Minas e Cruzeiro

Em semana de final de Superliga 1xBet de vôlei é impossível não lembrar de alguns nomes que merecem destaque pelo que fizeram na competição. Um deles, sem dúvida, é o ex-líbero Serginho. O jogador fez história no campeonato brasileiro da modalidade ao disputar 14 finais e conquistar nove títulos antes de se aposentar. História, essa, feita, inclusive, nos dois clubes finalistas da atual temporada: Fiat/Gerdau/Minas e Sada Cruzeiro.

Serginho conquistou três medalhas de ouro pelo Minas Tênis Clube, e  marcou a vitoriosa trajetória do time cruzeirense, por onde faturou os outros seis títulos. São muitas lembranças e Serginho gostaria de reviver tudo isso agora.

“Eu gostaria de voltar no tempo e jogar uma final com dois times mineiros, principalmente em dois times que atuei. É uma final histórica, que prova a força do estado e uma final de rivalidade de anos. Tem uma apimentada maior do que uma final entre times de estados diferentes. Estamos participando de um grande momento e espero que as pessoas consigam desfrutar disso tudo”, disse Serginho.

Entre as 14 finais, em especial entre os nove títulos, um é ainda mais especial na memória do ex-líbero. “Se eu fosse escolher um jogo das 14 finais que joguei, foi a da temporada 17/18. Foram dois jogaços com o Sesi-SP, com partidas bem jogadas e espero que essa temporada seja assim também”, destacou Serginho.

O ex-jogador carrega consigo uma vivência importante, que ele faz questão de relembrar neste momento decisivo, agora de fora das quatro linhas, e destacar que não há receita de sucesso. “O segredo é querer sempre ultrapassar barreiras e não viver do passado. Título comemorado é título arquivado. O fato é que o próximo jogo é sempre o mais importante”, afirmou o ex-líbero.

Serginho em ação na última temporada com o Sada Cruzeiro (Foto: Douglas Magno)

O aprendizado com toda essa vivência é enorme. Serginho, que hoje atua como supervisor, comenta jogos para o grupo O Tempo, administra uma arena de beach tennis, vôlei de praia e futevôlei e ainda tem uma escolinha de vôlei, sabe que tudo o que passou serviu para formar a pessoa que é hoje.

“A gente aprende muito. Aprende, por exemplo, que ganhar e perder faz parte do jogo, que os troféus ficam guardados na estante e no coração e que temos que buscar sempre uma evolução. Se ganhou um, tem que ganhar dois, três, quatro, quantos títulos conseguir. Não é fácil ganhar um e é muito mais difícil ainda ganhar nove, mas faz parte da resiliência porque eu não só ganhei. Tive derrotas duras dentro dessas 14 finais”, contou Serginho.

O ex-jogador foi comentarista no Mundial de Clubes, em 2021 (Foto: Clarissa Laurence)

Segundo o ex-jogador, cada uma delas, inclusive, funcionou como fonte de crescimento e desenvolvimento pessoal. Tudo o que foi vivido foi importante para seu amadurecendo e, acima de tudo, deu lições ao longo da carreira.

“As derrotas muitas vezes ensinam ainda mais. Para se ter uma ideia, eu jogava com terço na meia, patuá, com a mesma joelheira, mesma sunga e com o passar dos anos fui descobrindo que nada disso seria suficiente se eu não treinasse bem. Ganhar ou perder faz parte do processo. O que eu nunca admiti foi deitar a minha cabeça no travesseiro com a sensação de que não dei o meu máximo dentro de quadra”, concluiu Serginho.

Em nove anos com o Sada Cruzeiro, Serginho esteve na conquista de 34 títulos, entre eles o tricampeonato no Mundial de Clubes, o hexa da Superliga e Sul-Americano, além do tetra da Copa Brasil. O ex-líbero se aposentou após a temporada 2019/2020 com 40 anos.

Fiat/Gerdau/Minas e Sada Cruzeiro iniciam a série melhor de três jogos pela final da Superliga 1xBet masculina no próximo sábado (23.04), às 21h30, no ginásio Divino Braga, em Betim (MG). Os outros dois jogos, caso precise do terceiro, serão nos dias 1º e 8 de maio, e ainda não têm local definido.