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Taça Paraná 2022 se encerra nesta quarta em grande festa com cerca de 2.500 atletas

Os números impressionam. Foram seis dias de campeonato, com cerca de 2.500 atletas, 350 pessoas entre comissão técnica e diretoria, 76 delegações de 10 estados diferentes, e jogos acontecendo todos os dias em oito ginásios, sendo 17 quadras simultâneas. Essa é a Taça Paraná. Um dos maiores eventos de vôlei do país teve sua 21ª edição encerrada nesta quarta-feira (02.11), em São José dos Pinhais (PR), com a confirmação de ser uma excelente oportunidade para os jovens atletas do Brasil.

Para se ter uma ideia, representantes das seleções brasileiras de base e até mesmo o técnico da seleção adulta masculina, Renan, estiveram presentes ao evento. Renan, claro, com um papel de incentivar a garotada, já que o campeonato é mais voltado para a base. Quatro categorias são realizadas nestes dias: sub-14, sub-16, sub-18 e sub-21, tendo masculino e feminino em cada uma delas.

Renan com atletas e com o presidente Jandrey Vicentin (Fotos: Divulgação/Taça Paraná)

No sub-14, foram campeões as equipes do Avofel (SC) no feminino, e Fluminense (RJ) no masculino. No sub-16, títulos para o Tijuca (RJ) no feminino, e Círculo Militar do Paraná no masculino. Pela categoria sub-18, o Barueri Volleyball Clube foi campeão no feminino, enquanto o Sada Cruzeiro venceu o masculino. E, finalizando as disputas, o sub-21 teve o Mampituba/ Apav Forquilhinha/Radar/Unesc como vencedor no feminino, e o PMNESP/Homenet Telecom no masculino.

Satisfeito com o sucesso de mais uma edição da Taça Paraná, o presidente da Federação Paranaense de Voleibol (FPV), Jandrey Vicentin fez questão de elogiar e sobretudo agradecer a estrutura disponível para a realização deste super evento.

“Ao encerrar mais uma edição da Taça Paraná tenho que destacar a estrutura disponibilizada pela Prefeitura de São José dos Pinhais. Das nossas 17 quadras, 15 são estruturas públicas, todas com piso com amortecimento ou madeira flutuante. Qualidade que possibilita fazer o evento com estrutura dentro do município, e consegue abrigar tantos atletas, além de pais, familiares. A gente monta uma estrutura também de alimentação, na quadra central, onde acontece toda a organização também com qualidade, e tudo isso é fundamental para o sucesso do evento”, destacou Jandrey.

A cerimônia de abertura contou com a presença de Paulão (Fotos: Divulgação/Taça Paraná)

O presidente da federação do Paraná ainda elogiou o nível das partidas, em especial das equipes com atletas mais velhos, e ressaltou a presença de componentes das seleções brasileiras, que habitualmente comparecem para observar jovens atletas.

“A gente avalia os jogos, principalmente das categorias maiores, como de alto nível, com bons atletas, alguns que já estão na seleção brasileira de base despontando aqui. Vários outros nomes puderam ser observados por profissionais das seleções de base, como Hylmer Dias e Alexandre Ferrante, que estiveram aqui. Também tivemos a presença do Renan, técnico da seleção masculina adulta, que prestigiou o evento e deu um incentivo para esses atletas jovens que futuramente podem dar alegrias para a seleção brasileira”, disse Jandrey Vicentin.

Responsável pela liderança de toda a organização e realização da Taça Paraná, o presidente lembrou que este ano, apesar desses ótimos números, o evento vem de um período pós-pandemia. E Jandrey afirma que aposta em um crescimento ainda maior para a próxima edição, em 2023.

“Quero destacar que a Taça Paraná é tradicional no calendário de grande número de clubes do Brasil. O evento acontece sempre nesse período e vem como se fosse um encerramento de um ano nos estados, nos clubes, federações. Para mim, é a maior festa do voleibol do Brasil. Torcemos para que no ano que vem seja ainda maior. Estamos saindo de uma pandemia, então os números ainda estão abaixo de 2019, mas certamente 2023 essa marca vai ser ampliada”, concluiu Jandrey Vicentin.

Lances de alguns dos jogos em São José dos Pinhais (Fotos: Divulgação/Taça Paraná)

Avofel, de Santa Catarina, comemora título no sub-14

A Taça Paraná chega todos os anos com o objetivo de desenvolver o intercâmbio esportivo e cultural entre as equipes do Brasil, fortalecer a modalidade dentro do estado e gerar novos talentos para a modalidade. Tudo isso já seria algo absolutamente nobre e importante, mas a Taça Paraná faz muito mais do que isso. A competição realiza sonhos, gera esperança, projeta um futuro.

Assim acontece com a Avofel. A Associação de Vôlei Feminino de Lages (SC) recebe, ensina e produz atletas desde 2011 com os responsáveis Chico Lima e Régia Favero. Criado com o intuito de ocupar as crianças e levar os valores do esporte, o projeto vem subindo cada vez mais degraus e hoje comemora um título tão importante.

Equipe da Avofel, de Santa Catarina, foi campeã no sub-14 (Foto: Divulgação/Taça Paraná)

“Na verdade, a finda não caiu a ficha. Quando a gente iniciou era muito com o foco de tirar as crianças da inércia de ficar em casa e desenvolver um projeto que tem a missão de entregar valores da importância de equipe. E dentro desse projeto nós tínhamos alguns objetivos, que eram participar dos maiores eventos de categorias de base do Brasil, que eram o Festival de Estrela e a Taça Paraná”, contou Régia.

A treinadora ainda falou sobre a trajetória para conseguir chegar a São José dos Pinhais. “Nos mobilizamos, treinamos, fizemos rifas, demos todos os jeitos junto com os pais, as meninas focaram e viemos para conhecer, querendo aprender. E, no entanto, voltamos com o título. É um presente, uma recompensa por todo o trabalho dessa equipe maravilhosa. Estamos extremamente felizes. É espetacular fazer parte de uma competição tão grandiosa, que revela tantos talentos e que é uma vitrine do voleibol brasileiro”, finalizou Régia Favero.

Em abril deste ano, Na Nossa Rede contou um pouco sobre o projeto da Afovel. Leia mais aqui: https://www.nanossarede.com.br/2022/04/11/apaixonados-pelo-volei-regia-favero-e-chico-lima-colocam-amor-nas-quadras-de-lages/.